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Justiça condena empresário por transporte ilegal de 103 kg de ouro apreendido em Roraima

O acusado foi preso em agosto deste ano, na BR-401 (Ponte dos Macuxis), com o metal avaliado em mais de R$ 54 milhões

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A Justiça Federal condenou o empresário Bruno Mendes de Jesus, flagrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), com mais de 103 kg de ouro. Ele foi preso em agosto deste ano, na BR-401 (Ponte dos Macuxis), em Boa Vista (RR) com o metal precioso avaliado em mais de R$ 54 milhões. A pena estipulada foi de 8 anos e 11 meses de prisão.

A condenação ocorre após denúncia do Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de transporte de matéria-prima pertencente à União sem autorização legal e por porte ilegal de substância tóxica (mercúrio).

Além da pena de reclusão, o empresário recebeu pena de multa, totalizando 89 dias-multa, no valor de um salário-mínimo vigente à data dos fatos. De acordo com o MPF, a investigação ainda está em andamento, podendo resultar na imputação de outros crimes e no oferecimento de denúncias contra outras pessoas,  a depender do resultado do inquérito.

A sentença

A sentença destacou a gravidade do contexto da mineração ilegal em terras indígenas no estado de Roraima, o que resulta em crise humanitária enfrentada pelas comunidades indígenas. Também foi levado em consideração o fato de o ouro ter sido ocultado de forma considerada profissional e de o transporte ter ocorrido na companhia da esposa do réu e de seu filho, ainda bebê. Além disso, a decisão acolheu a acusação do MPF com relação ao crime ambiental de porte de substância tóxica, considerando que foi encontrado mercúrio nas amostras de ouro apreendidas. Por fim, a Justiça não aceitou a substituição por penas alternativas e determinou que Mendes deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.

O MPF informou, ainda, que irá recorrer para buscar a reparação civil dos danos morais coletivos e para que a condenação também inclua o crime de receptação, uma vez que há prova consistente de que o ouro apreendido é objeto de exploração ilegal.

A atuação deste caso é do 2º Ofício da Amazônia Ocidental do MPF – especializado no combate à mineração ilegal e a crimes relacionados, como lavagem de dinheiro, associação criminosa e delitos ambientais – e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal em Roraima (Gaeco/MPF).

Ação Penal nº 1007266-89.2025.4.01.4200

Leia mais:

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