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Sindicato rebate fala de deputada e nega diálogo com Wilson Lima sobre reajuste de 5,06%

Entidade afirma que não houve negociação com o governo e que reunião citada na Aleam foi unilateral

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O Sindicato dos Professores e Pedagogos do Ensino Público de Educação Básica de Manaus (Asprom Sindical) contestou a declaração da deputada estadual Professora Jacqueline (União Brasil), que afirmou ter participado de uma reunião “produtiva” entre o governador Wilson Lima e representantes da Educação. Segundo o sindicato, não houve diálogo sobre o reajuste salarial de 5,06% anunciado pelo governo estadual.

Durante sessão plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na quarta-feira (5), Jacqueline disse que o encontro realizado na terça-feira (4) representou avanços e destacou que o governador demonstrou disposição para atender demandas históricas da categoria. Ela afirmou que Lima teria sido “pragmático” ao tratar da valorização dos profissionais.

A versão foi rebatida pelo coordenador jurídico da Asprom Sindical, professor Lambert Melo, em entrevista ao Portal Amazonas 1, que classificou como incorreta a afirmação de que houve negociação. Segundo ele, o sindicato não participou de discussões sobre o índice anunciado.

Melo afirmou que o governador “mentiu” ao dizer, em coletiva, que dialogava com os sindicatos e que o processo teria sido democrático. “Isso não aconteceu”, declarou.

O Asprom Sindical também negou a existência de diálogo com a categoria e disse que a reunião teve caráter unilateral. Ela afirmou que o governo apenas apresentou o percentual de 5,06%, sem discutir propostas ou reivindicações. A coordenadora geral do sindicato, professora Alessandra Souza, reforçou que o índice corresponde apenas à correção inflacionária e não repõe perdas acumuladas desde 2021, estimadas em cerca de 12%. Ela disse ainda que o percentual foi definido sem consulta aos representantes da categoria.

Ela criticou a gestão dos recursos do Fundeb e disse que o governo recorre a abonos como medida paliativa. Segundo ela, declarações do próprio governador evidenciariam problemas de gestão no uso dos recursos. O Asprom Sindical informou que, ao longo de 2025, houve apenas uma audiência com o governo, realizada em abril, e que não ocorreu nenhuma outra reunião para tratar das pautas da categoria.

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