fevereiro 6, 2026
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Alepa instala grupo para buscar soluções sustentáveis para a produção e comercialização do açaí

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O deputado Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), instalou oficialmente, nesta quarta-feira (02), na sala de multiuso das Comissões, o Grupo Temporário (GT) para enfrentar a crise no abastecimento do açaí e propor soluções para a falta do produto na mesa das famílias paraenses, especialmente no período de entressafra, devido à sua escassez e ao aumento do preço.

“O GT pretende debater a situação da cadeia produtiva do açaí, promovendo o diálogo entre os diversos setores envolvidos para identificar alternativas sustentáveis para a produção e comercialização do fruto”, explicou o parlamentar.

O deputado destacou ainda que o grupo terá 120 dias para concluir seu trabalho e, ao fim, poderá propor diversas políticas públicas, incluindo legislações específicas, incentivos fiscais e linhas de crédito, como ocorre com outras cadeias produtivas.

Composição do GT

O Grupo é composto, além dos deputados da CDH, por representantes de produtores, batedores, extrativistas, agricultores, cooperativas, comitês de cidadania, prefeituras e instituições públicas, incluindo órgãos do governo estadual, Ministério Público e instituições de ensino e pesquisa listadas no anexo I da Portaria nº 01/2025 – CDHDC-ALEPA, de 27 de março de 2025.

Durante a reunião, foi definido um Plano de Trabalho com dois desafios principais: produção e comercialização do açaí. Foram criados subgrupos para abordar esses eixos. “Os subgrupos irão identificar, analisar e desenvolver propostas para aprimorar a produção, comercialização e abastecimento do produto”, explicou Shirle Meira, assessora da Comissão de Direitos Humanos.

Os membros dos subgrupos se reuniram separadamente, elegeram coordenadores e subcoordenadores e estabeleceram uma agenda de trabalho. “O ponto de partida será a realização de uma oficina de planejamento para unificar as atividades e expectativas”, informaram os coordenadores.

Fortalecimento da cadeia produtiva

Para Everson Costa, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a reunião foi um passo importante para a organização da cadeia produtiva do açaí. “Precisamos avançar na construção de uma diretriz econômica que fortaleça os elos da cadeia produtiva, elimine atravessadores e amplie as possibilidades de fomento e crédito, garantindo resultados significativos com a organização do setor”, avaliou.

Ele enfatizou ainda a necessidade de profissionalizar a produção do açaí em todas as etapas: plantio, colheita, distribuição, transporte e logística, além de melhorar os processos de higienização sem perder as características e identidade cultural do Estado. “Não podemos permitir que o consumo interno diminua, pois o açaí é a base alimentar de milhares de paraenses”, alertou.

Importância econômica

Atualmente, o açaí é o segundo produto mais exportado pelo Estado do Pará, ficando atrás apenas do minério. O Estado é o maior produtor de açaí do Brasil, respondendo por mais de 92% da produção nacional. Somente em Belém, existem mais de 15 mil batedores do fruto. Em 2022, o Pará produziu 1.595.455 toneladas de açaí, com um valor de mercado de R$ 5,9 bilhões. A safra ocorre de agosto a novembro, sendo Igarapé-Miri o município com a maior produção.

As etapas para a obtenção da polpa do açaí incluem a separação de impurezas, seleção dos frutos sadios e maduros, higienização, repouso em água morna e despolpamento. A polpa é armazenada em recipientes de aço inoxidável e, em seguida, filtrada através de peneiras para eliminar resíduos sólidos antes da comercialização.

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