fevereiro 10, 2026
InícioParáHelder Barbalho veta PL que obriga presos a arcar com custos de...

Helder Barbalho veta PL que obriga presos a arcar com custos de monitoramento eletrônico

Publicado em

O governador Helder Barbalho (MDB) decidiu vetar integralmente o Projeto de Lei nº 150/19, de autoria do deputado Ângelo Ferrari (MDB), que previa a obrigatoriedade de presos, apenados e sentenciados a custear os aparelhos de monitoramento eletrônico.

O veto foi formalizado por meio da Mensagem nº 010/2025-GG, protocolada na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) na sexta-feira, 14, e publicada no Diário Oficial do Pará desta segunda-feira, 17.

O projeto tinha como objetivo transferir para os condenados a responsabilidade financeira pela utilização das tornozeleiras eletrônicas, uma prática que, segundo os proponentes, ajudaria a reduzir os custos para o sistema penitenciário estadual. Apesar de reconhecer a relevância da proposta, o governador justificou seu veto com base em argumentos administrativos e operacionais.

Em seu comunicado, Barbalho apontou que, caso o projeto fosse sancionado, ele demandaria ajustes significativos no funcionamento do sistema de monitoramento eletrônico de presos, afetando sua manutenção e o cumprimento adequado das normas de segurança.

O governador ainda reforçou que certos pontos do projeto, como a destinação dos valores arrecadados, careciam de maior definição, algo que, segundo ele, deveria ser tratado exclusivamente pela Assembleia Legislativa.

“O Projeto de Lei, caso sancionado, acabaria por demandar diversos ajustes administrativos e operacionais, mostrando-se contrário à manutenção e funcionamento adequados do sistema de monitoramento eletrônico de presos e apenados e ao interesse público”, afirmou o governador.

Além disso, Barbalho ressaltou que a proposta, ao tratar da destinação de valores, abordava uma matéria de reserva legal, que não poderia ser definida pelo Poder Executivo por meio de decreto, mas sim pelo próprio Legislativo, de acordo com a Constituição Estadual.

Helder Barbalho assina decreto que cria grupo de trabalho para revisão do tema

Após o veto, Barbalho assinou o Decreto nº 4.530, também publicado no Diário Oficial do Pará do dia 17, instituindo um grupo de trabalho para discutir o pagamento dos aparelhos de monitoramento eletrônico pelos presos, apenados e sentenciados.

O grupo será presidido pelo Secretário de Estado de Administração Penitenciária e contará com representantes de diversos órgãos e entidades, como o Tribunal de Justiça do Estado, a Assembleia Legislativa do Estado do Pará, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará, e o Instituto Paraense do Direito de Defesa. O grupo terá 30 dias úteis para apresentar suas recomendações, com possibilidade de prorrogação, caso necessário.

spot_img

Últimos Artigos

Professora assassinada em faculdade de Porto Velho não tinha relacionamento com aluno, diz polícia

A Polícia Civil de Rondônia garantiu nesta segunda-feira, 9, que a professora de Direito...

Custo de vida no Pará chega a R$ 3.050 por mês, aponta Serasa

O custo médio mensal dos moradores do Pará é de R$ 3.050, segundo a...

Abuso sexual infantil lidera denúncias de crimes virtuais no Brasil com mais de 60 mil denúncias em 2025

Imagens de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes foram o principal alvo...

MPF recomenda revogação de portaria que autorizou envio da tropa da PM a ocupação indígena em Santarém

O Ministério Público Federal recomendou a revogação imediata da portaria da Comissão Estadual de...

Mais como este

Professora assassinada em faculdade de Porto Velho não tinha relacionamento com aluno, diz polícia

A Polícia Civil de Rondônia garantiu nesta segunda-feira, 9, que a professora de Direito...

Custo de vida no Pará chega a R$ 3.050 por mês, aponta Serasa

O custo médio mensal dos moradores do Pará é de R$ 3.050, segundo a...

Abuso sexual infantil lidera denúncias de crimes virtuais no Brasil com mais de 60 mil denúncias em 2025

Imagens de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes foram o principal alvo...