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Investigação sobre atuação de secretários e policiais em benefício de candidata em Parintins é arquivada pelo MP

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) arquivou a investigação sobre o suposto esquema de favorecimento à vereadora Brena Dianná (União Brasil) nas eleições municipais de Parintins. A decisão, registrada sob a Notícia de Fato nº 001.2024.000569, foi divulgada nesta segunda-feira, 18. Segundo o órgão, a investigação não encontrou provas suficientes para confirmar que policiais militares atuaram em benefício da candidata. Enquanto isso, outras denúncias seguem em análise na Justiça.

Investigação inciou após denúncia de coligação adversária

A coligação “Parintins em Primeiro Lugar”, liderada por Mateus Assayag (PSD), prefeito eleito de Parintins, apresentou as denúncias. Segundo eles, policiais militares teriam favorecido Brena Dianná ao realizar fiscalizações direcionadas contra adversários políticos. Além disso, vídeos anexados ao caso apontaram o envolvimento de figuras públicas, como Armando do Vale (presidente da Cosama), Marcos Apolo Muniz (ex-secretário de Cultura) e Flávio Anthony (Casa Civil).

Atuação da Rocam sob suspeita

As acusações indicavam que policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) foram enviados a Parintins sem formalizar procedimentos administrativos. A denúncia sugeria que eles estariam envolvidos em atividades fora das agendas oficiais. No entanto, o MPAM concluiu que faltavam evidências para associar os policiais a essas ações, especialmente em escoltas ou proteções para a candidata.

Investigação vinculada a operação da Polícia Federal

A investigação estava vinculada à operação da Polícia Federal, realizada em 3 de outubro. A operação apurava possíveis manipulações eleitorais em Parintins e tinha como alvos principais Armando do Vale, Marcos Apolo Muniz e Fabrício Barbosa. Além disso, a Prefeitura de Parintins, sob a gestão de Frank Bi Garcia (PSD), foi denunciada por distribuir cestas básicas perto da eleição, supostamente para favorecer Mateus Assayag.

O governador do Amazonas, Wilson Lima, comentou o caso em 1º de outubro. Ele afirmou que os vídeos apresentados pela coligação de Mateus Assayag estavam editados. Além disso, Lima destacou o clima de disputa eleitoral acirrada e garantiu colaboração com as investigações.

Embora o MPAM tenha encerrado a investigação, parte das denúncias ainda tramita na Justiça sob sigilo. O Judiciário segue analisando as irregularidades apontadas no processo eleitoral.

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