InícioAmazonasApós ser alvo de capacitismo, Roberto Cidade denuncia adversários na Justiça

Após ser alvo de capacitismo, Roberto Cidade denuncia adversários na Justiça

Publicado em

O candidato a prefeito de Manaus, Roberto Cidade (União Brasil), entrou com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) nesta sexta-feira, 27, contra três adversários, acusando-os de fazerem uso de sua dificuldade de fala para praticar capacitismo durante a campanha para as Eleições 2024. Entre os acusados estão o atual prefeito de Manaus, David Almeida, os deputados federais Amom Mandel e Capitão Alberto Neto, além de Maria do Carmo Seffair, vice de Alberto.

Segundo a denúncia, os adversários utilizaram meios de comunicação para ridicularizar a condição de Cidade, praticando discriminação contra sua dislalia, uma dificuldade de dicção. O capacitismo, que é a discriminação contra pessoas com deficiência, é crime previsto por lei. Roberto Cidade solicita à Justiça Eleitoral que os candidatos sejam proibidos de veicular conteúdos vexatórios relacionados à sua fala, sob pena de multa de R$ 15 mil por descumprimento. Ele também pede a remoção de publicações ofensivas das redes sociais.

Em uma manifestação pública, Roberto Cidade explicou que sua condição, anquiloglossia — popularmente conhecida como língua presa —, é algo com que lida desde o nascimento, e lamentou que seus adversários tenham recorrido a ataques pessoais. Ele declarou que as críticas aumentaram à medida que sua campanha crescia nas pesquisas.

O candidato também relembrou um episódio em que Amom Mandel, durante um debate na TV Norte em agosto, ironizou sua dificuldade de pronunciar a palavra “problema”. Capitão Alberto Neto, por sua vez, foi acusado de veicular propaganda eleitoral caluniosa e injuriosa, zombando da fala de Cidade. Após decisão judicial, a propaganda de Alberto Neto foi retirada do ar.

O prefeito David Almeida também foi mencionado por Cidade, que o acusou de debochar de sua condição em uma entrevista de TV ao vivo.

Roberto Cidade afirmou que não deseja se vitimizar, mas sim denunciar o preconceito contra pessoas com deficiência. Ele ressaltou que o capacitismo é desumano e um crime previsto em lei, e que, como homem público, tem o dever de denunciar esse tipo de comportamento. Cidade finalizou sua fala pedindo uma mudança na gestão da prefeitura, promovendo uma Manaus mais inclusiva e justa.

Capacitismo é uma forma de preconceito que se manifesta contra pessoas com deficiência ou neurodivergentes. Segundo a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), a prática de discriminação contra pessoas com deficiência pode resultar em multa e pena de reclusão de um a cinco anos.

Foto: Divulgação

spot_img

Últimos Artigos

Defeso eleitoral começa e impõe restrições a agentes públicos até as eleições de 2026

A partir deste sábado (4), entram em vigor as principais restrições impostas a agentes...

BRB pode ter acumulado até R$ 3 milhões em multas por atraso na divulgação de balanços financeiros

O Banco de Brasília (BRB) pode ter acumulado até R$ 3 milhões em multas...

Professor e médico veterinário é encontrado morto dentro de casa em Belém

O professor e médico veterinário Paulo Paiva foi encontrado morto na manhã deste domingo...

Líder indígena Raoni segue na UTI com quadro estável após cirurgia e hemorragia digestiva

O líder indígena Raoni Metuktire, de 93 anos, permanece internado na Unidade de Terapia...

Mais como este

Defeso eleitoral começa e impõe restrições a agentes públicos até as eleições de 2026

A partir deste sábado (4), entram em vigor as principais restrições impostas a agentes...

BRB pode ter acumulado até R$ 3 milhões em multas por atraso na divulgação de balanços financeiros

O Banco de Brasília (BRB) pode ter acumulado até R$ 3 milhões em multas...

Professor e médico veterinário é encontrado morto dentro de casa em Belém

O professor e médico veterinário Paulo Paiva foi encontrado morto na manhã deste domingo...