InícioRoraimaMPF quer anular restrição à pesca e às atividades tradicionais de populações...

MPF quer anular restrição à pesca e às atividades tradicionais de populações ribeirinhas em Roraima

Publicado em

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal decisão urgente para anular os efeitos de atos administrativos da Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Roraima (Femarh) que restringem a pesca artesanal na comunidade ribeirinha da Serrinha, localizada na região do Baixo Rio Branco, em Roraima.

A ação pede a suspensão de todos os autos de infração ambiental e demais sanções aplicadas aos membros do grupo tradicional até o fim da instrução do inquérito civil que apura o caso, além do imediato retorno da população à localidade de origem. Para o MPF, as restrições à pesca tradicional e as penalidades impostas violam direitos constitucionais, convencionais e legais da comunidade autodeclarada ribeirinha.

O inquérito civil foi instaurado pelo MPF após reunião realizada com representantes ribeirinhos do Baixo Rio Branco, moradores do Sítio da Serrinha. Eles denunciaram que estariam sendo expulsos do território tradicionalmente ocupado após a instalação de hotéis que oferecem serviços de pesca esportiva na região, numa atuação articulada entre empresários, policiais militares e fiscais da Femarh.

Omissão – Conforme apurou o MPF, a fundação estadual vem se esquivando de responder aos pedidos de informação, permanecendo inerte mesmo após consecutivas reiterações, as quais incluíram diligência in loco, com entrega de ofício em mãos ao presidente do órgão ambiental.

Por essa razão, o MPF solicita que a Justiça determine à Femarh que interrompa a aplicação de sanções à comunidade ribeirinha, de modo que eles possam voltar a praticar atividades tradicionais e de subsistência, até que a fundação preste as informações para a investigação da denúncia.

O MPF pede que o órgão ambiental apresente, no prazo de dez dias, cópia do processo administrativo que motivou a retirada de equipamentos da comunidade e a destruição de construções localizadas no Sítio da Serrinha, bem como todos os documentos relacionados à diligência empreendida pela fundação no local em 2022.

O Ministério Público requer também acesso integral aos processos administrativos que concederam licença de instalação e funcionamento dos empreendimentos flutuantes localizados nas margens do Rio Água Boa do Univini, em Caracaraí (RR), bem como cópia dos processos administrativos que concederam aos empreendimentos licença para prática de pesca esportiva.

Foto: Divulgação 

spot_img

Últimos Artigos

VÍDEO: jovem morre após colisão com moto aquática em flutuante no interior do AM

Um jovem de 25 anos morreu após um acidente envolvendo uma moto aquática em...

Prefeitura de Belém amplia pontos de arrecadação para atender famílias afetadas pelas chuvas

Diante das fortes chuvas que atingem a capital, a Prefeitura de Belém mantém atuação...

No Acre, a maioria da população tem menos de 30 anos enquanto Brasil avança no envelhecimento

Mais da metade da população do Acre tem menos de 30 anos, cenário que...

EUA pedem saída de delegado da PF envolvido na prisão do ex-deputado Ramagem

O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos (EUA) informou na segunda-feira...

Mais como este

VÍDEO: jovem morre após colisão com moto aquática em flutuante no interior do AM

Um jovem de 25 anos morreu após um acidente envolvendo uma moto aquática em...

Prefeitura de Belém amplia pontos de arrecadação para atender famílias afetadas pelas chuvas

Diante das fortes chuvas que atingem a capital, a Prefeitura de Belém mantém atuação...

No Acre, a maioria da população tem menos de 30 anos enquanto Brasil avança no envelhecimento

Mais da metade da população do Acre tem menos de 30 anos, cenário que...