InícioBrasilZanin vota contra marco temporal e desempata julgamento

Zanin vota contra marco temporal e desempata julgamento

Publicado em

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (31) contra o marco temporal para demarcação de terras indígenas. O posicionamento do ministro desempatou o julgamento.

Com o entendimento, o placar está 3 votos a 2 contra a tese. Anteriormente, os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes se manifestaram contra o entendimento e Nunes Marques e André Mendonça se manifestaram a favor do marco temporal.

Após o voto de Zanin, o julgamento foi suspenso para o intervalo. Faltam os votos de seis ministros.

Para Zanin, a Constituição reconhece o direito à posse e usufruto de terras indígenas antes de sua promulgação.

“A originalidade do direito dos indígenas às terras que ocupam foi reafirmada com o advento da Constituição de 1988, o que revela a procedência desse direito sobre qualquer outro, assim como a ausência de marco temporal a partir de implantação do novo regime constitucional”, afirmou.

Indenização

Apesar de votar contra o marco, Zanin reconheceu a possibilidade de indenização a particulares que adquiriram terras de “boa-fé”. Pelo entendimento, a indenização por benfeitorias e pela terra nua valeria para proprietários que receberam do governo títulos de terras que deveriam ser consideradas como áreas indígenas.

“Em situações complexas, o Estado pode e deve transferir às partes a possibilidade de construção de uma solução pacificadora, que preserva o interesse de todos os envolvidos e traga segurança jurídica necessária para continuidade de atividades, negócios e usufruto dos bens envolvidos no conflito”, afirmou.

A possibilidade de indenização também consta no voto proferido por Alexandre de Moraes.

Entenda

No julgamento, os ministros discutem o chamado marco temporal. Pela tese, defendida por proprietários de terras, os indígenas somente teriam direito às áreas que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época. Os indígenas são contra o entendimento.

O processo que motivou a discussão trata da disputa pela posse da Terra Indígena (TI) Ibirama, em Santa Catarina. A área é habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, e a posse de parte da terra é questionada pela procuradoria do estado.

Foto: 

spot_img

Últimos Artigos

Vídeo registra Daniel Santos chamando policiais de “vagabundos” durante discussão em delegacia

Um vídeo que circula nas redes sociais neste domingo (6) registra o candidato ao...

Arthur Henrique apresenta propostas para o desenvolvimento de Roraima em vilas de Bonfim

Em agenda no município de Bonfim, o candidato ao Governo Arthur Henrique (PL) visitou...

Soldado Sampaio promete ampliar ensino técnico para preparar jovens para novas atividades econômicas em Roraima

Preparar os jovens de Roraima para as oportunidades que devem surgir com o desenvolvimento...

Para o PL nacional, uma única candidata a deputada “merece” o mesmo investimento destinado à candidatura ao Governo

A candidata a deputada federal Gerlane Baccarin recebeu da Direção Nacional do PL R$...

Mais como este

Vídeo registra Daniel Santos chamando policiais de “vagabundos” durante discussão em delegacia

Um vídeo que circula nas redes sociais neste domingo (6) registra o candidato ao...

Arthur Henrique apresenta propostas para o desenvolvimento de Roraima em vilas de Bonfim

Em agenda no município de Bonfim, o candidato ao Governo Arthur Henrique (PL) visitou...

Soldado Sampaio promete ampliar ensino técnico para preparar jovens para novas atividades econômicas em Roraima

Preparar os jovens de Roraima para as oportunidades que devem surgir com o desenvolvimento...