InícioParáServidores da UFPA bloqueiam portões em Belém durante protesto nacional

Servidores da UFPA bloqueiam portões em Belém durante protesto nacional

Técnicos administrativos impedem entrada de veículos no campus Guamá para cobrar acordos não cumpridos pelo governo federal; categoria soma 74 dias de paralisação em todo o país

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O campus Guamá da Universidade Federal do Pará (UFPA) amanheceu com acessos interditados nesta quinta-feira, durante o “Dia Nacional de Luta”. Técnicos administrativos da instituição fecharam os portões 3 e 4, impedindo a circulação de carros e motocicletas em Belém. O bloqueio é uma resposta drástica ao que os servidores chamam de silêncio do governo federal sobre os compromissos firmados ainda no ano passado.

A mobilização paraense integra um movimento robusto que atinge 55 universidades brasileiras, organizado pela federação nacional da categoria, a Fasubra. No Pará, além da UFPA, trabalhadores da UFOPA e da Unifesspa também aderiram ao protesto para pressionar Brasília. A categoria cobra o cumprimento imediato de 18 itens específicos que constam no Termo de Acordo assinado ao final da greve ocorrida em 2024.

O coordenador geral do Sindtifes-PA, Felipe Melo, destacou que a falta de diálogo empurrou os servidores para essa nova fase de enfrentamento público.

“É inadmissível que, depois de mais de 70 dias, o governo se negue a abrir negociações e a cumprir itens acordados ainda na greve passada”, afirmou o dirigente sindical. Segundo ele, o movimento não retrocederá enquanto canais oficiais de conversa não forem restabelecidos com o Ministério da Educação.

Pedidos da categoria

Entre as reivindicações centrais do grupo está a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para ativos e aposentados da rede federal. Os técnicos também exigem a regulamentação imediata da jornada de 30 horas semanais e normas claras para plantões em hospitais universitários. A pauta inclui ainda a denúncia contra o sucateamento das unidades e os sucessivos cortes orçamentários que asfixiam o ensino superior.

A greve segue por tempo indeterminado em todo o território nacional, sem previsão de desbloqueio total das atividades administrativas nos campi afetados. Os manifestantes alegam que a precarização do trabalho compromete o funcionamento básico das instituições e o atendimento à comunidade. Até o momento, o Ministério da Gestão e da Inovação não apresentou uma nova proposta oficial para encerrar o impasse que já dura mais de dois meses.

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