O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, afirmou que não vê relação entre sua atuação e a CPI do Crime Organizado após ser convocado para prestar depoimento. A decisão foi aprovada nesta terça-feira (31) pela comissão no Congresso.
Em entrevista, Ibaneis disse não entender o motivo da inclusão do seu nome nas investigações. Segundo ele, a apuração trata de crime organizado e não teria conexão com sua gestão. A defesa avalia o caso e considera a hipótese de desvio de finalidade na convocação.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, afirmou que a convocação é obrigatória e tem como objetivo esclarecer tratativas envolvendo a possível aquisição do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília. A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central em 2025 após identificação de irregularidades.
De acordo com o senador, Ibaneis teve atuação na defesa do negócio, que hoje é considerado prejudicial aos cofres públicos do Distrito Federal. Ele também destacou que, por não ocupar mais cargo executivo, o ex-governador pode ser convocado diretamente pela comissão.
A CPI também aprovou a convocação do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e reiterou a oitiva do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A comissão investiga a atuação de organizações criminosas em estruturas do Estado e possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master.
O colegiado deve solicitar a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias para aprofundar as investigações, que incluem apurações sobre fraudes no sistema previdenciário e a responsabilização de agentes públicos e financeiros.
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