O presidente estadual do PT em Roraima, Benedito Albuquerque, afirmou que a estratégia do partido para 2026 passa pela reeleição do presidente Lula e pela construção de candidatura própria ao governo do Estado. O advogado Juscelino Kubitschek de Pereira é considerado o principal nome da legenda para uma eventual eleição suplementar e segue em avaliação para a disputa ordinária.
Em entrevista à Rádio Folha, ele explicou que as diretrizes eleitorais foram definidas após o processo interno de renovação da direção estadual e nacional. Segundo ele, a sigla busca manter a federação Brasil da Esperança com PV e PCdoB e organizar a atuação conjunta para as disputas presidencial, majoritária e proporcional em 2026.
O dirigente afirmou que, no cenário estadual, o partido trabalha para apresentar uma alternativa competitiva e que Juscelino Kubitschek de Pereira é o nome colocado para encabeçar a chapa em caso de convocação de eleição suplementar pelo Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com Benedito, o advogado reúne experiência administrativa e aparece em levantamentos internos avaliados pela legenda.
“Não dá para o PT ser coadjuvante neste processo eleitoral. Nós precisamos de uma candidatura que defenda as políticas públicas do nosso Governo Federal. A única possibilidade real para isso é termos uma candidatura própria ao governo”, pontuou.
Para a disputa regular, marcada para outubro, ele afirmou que o debate ainda está em curso e que a definição ocorrerá no congresso estadual, previsto para março, e no congresso nacional, em abril. O presidente do PT não descartou que Juscelino também seja considerado nesse cenário, a depender das orientações da direção nacional e do desfecho do processo no TSE.
Sobre a dinâmica local, Benedito avaliou que o quadro pode ser marcado pela polarização entre uma candidatura apoiada pelo Palácio Hélio Campos, tendo o vice-governador Edilson Damião (Republicanos), e uma possível candidatura da ex-prefeita Teresa Surita (MDB). Ainda assim, afirmou que o PT pretende sustentar um projeto próprio.
“Ou assumimos um papel de protagonismo, ou continuaremos a reboque de conchavos e acordos que não permitem ao PT apresentar seu projeto para o Estado”, disse.
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