Os professores da rede estadual do Amazonas realizam protesto nesta segunda-feira (6), em frente à sede do governo, em Manaus. O ato foi convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) após a suspensão do plano de saúde da categoria e a falta de definição sobre o reajuste salarial previsto na data-base.
A principal cobrança envolve a retomada imediata do atendimento médico, interrompido após falta de repasses ao plano administrado pela Hapvida. Segundo o sindicato, a suspensão afeta diretamente servidores em acompanhamento contínuo, incluindo casos de tratamento oncológico e pré-natal, o que ampliou a pressão por uma solução urgente.
Além da saúde, os trabalhadores cobram o cumprimento da data-base, vencida em 1º de março, sem anúncio de reajuste até o momento. A pauta inclui ainda questões relacionadas ao enquadramento salarial, que, segundo a categoria, seguem pendentes dentro da estrutura da rede estadual.
Protesto meio à mudanças
O protesto ocorre em um momento de reorganização política, com mudanças em cargos e aproximação do período eleitoral, o que amplia o peso das mobilizações de servidores públicos. A manifestação pressiona o governo a apresentar respostas concretas em meio a um cenário de disputa política e ajuste administrativo.
Até o momento, o governo do Amazonas, agora, sob o comando de Roberto Cidade, não informou quando o atendimento do plano de saúde será normalizado nem apresentou proposta para a data-base. A condução das negociações deve definir os próximos passos da categoria, que não descarta novas mobilizações.


