Um policial rodoviário federal foi preso em Marabá, no sudeste do Pará, suspeito de fazer a prova no lugar de um candidato no concurso da Polícia Militar do Tocantins. Segundo a investigação, ele teria recebido R$ 50 mil pelo serviço.
A prisão ocorreu durante a operação Última Etapa, deflagrada na quarta-feira 18, com ações no Pará, Pernambuco, Paraíba e Goiás. Ao todo, oito pessoas foram presas.
De acordo com as apurações, o policial atuava como substituto na primeira fase do concurso, realizada em 15 de junho de 2025. Candidatos pagavam para que terceiros realizassem as provas em seus lugares.
O valor cobrado pelo esquema chegava a R$ 50 mil por prova, segundo a investigação. O policial preso foi identificado como Daniel Alves da Silva Sobrinho. Em audiência de custódia, a Justiça do Tocantins manteve a prisão dele e dos demais investigados, citando indícios de participação em outras fraudes semelhantes.
A irregularidade foi descoberta após a comparação de digitais e assinaturas coletadas no dia da prova com registros de outras etapas do concurso, que apresentaram divergências.
A comissão organizadora identificou os indícios e repassou o caso à Polícia Civil do Tocantins, responsável pela investigação.
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