A desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, Maria de Lourdes Abreu, morreu na noite de quarta-feira, 18, em Brasília, aos 73 anos, após falência múltipla dos órgãos. Ela estava internada no Hospital Sírio-Libanês e se encontrava afastada das funções desde o ano passado para tratamento de saúde.
A morte foi confirmada por instituições do sistema de Justiça do Distrito Federal, que divulgaram notas de pesar destacando a trajetória da magistrada. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios decretou luto oficial de três dias.
O velório está previsto para a manhã desta sexta-feira, 20, no Cemitério Campo da Esperança, localizado na Asa Sul, em Brasília. A família informou que outros detalhes sobre as cerimônias serão divulgados posteriormente.
Maria de Lourdes Abreu ocupava, desde 2024, o cargo de ouvidora-geral do TJDFT, função voltada ao fortalecimento da comunicação entre o Judiciário e a sociedade. A escolha foi feita para o biênio 2024–2026.
A carreira da magistrada teve início no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, onde ingressou em fevereiro de 1981. Ao longo dos anos, passou por diferentes funções até chegar ao cargo de procuradora de Justiça, em 1994.
Durante sua atuação no Ministério Público, também integrou o Conselho Superior da instituição e dirigiu a Fundação Escola Superior, participando de iniciativas voltadas à formação e aperfeiçoamento de membros da carreira.
Em 2014, foi nomeada desembargadora do TJDFT em vaga destinada ao Ministério Público. Antes disso, coordenava a área responsável por temas ligados à ordem jurídica, incluindo meio ambiente, urbanismo e patrimônio cultural.
Ao longo da trajetória, também exerceu funções em âmbito nacional, como a de secretária-executiva do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, além de atuação como assessora em órgão federal.
Em nota, o Ministério Público do DF ressaltou que a magistrada construiu uma carreira marcada pela atuação institucional e contribuição ao fortalecimento do sistema de Justiça. Já o Tribunal de Justiça destacou o comprometimento da desembargadora com suas funções ao longo das décadas.
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