Menos de 15% da população de Macapá tem acesso à coleta de esgoto, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (18), que coloca a capital entre os piores índices de saneamento do Brasil. A capital do Amapá aparece entre os municípios com pior desempenho em saneamento básico no país, conforme o Ranking do Saneamento 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil. O levantamento mostra que apenas 14,94% dos moradores têm acesso à coleta de esgoto.
O índice está distante da realidade observada em outras capitais brasileiras, onde a cobertura supera 90%, evidenciando um cenário de desigualdade no acesso aos serviços básicos.
Além da baixa coleta, a cidade também enfrenta limitações no tratamento do esgoto já recolhido. O estudo aponta que capitais das regiões Norte e Nordeste, incluindo Macapá, tratam menos de 20% do volume coletado, o que indica fragilidade estrutural no sistema.
Outro problema identificado é o alto nível de perdas na distribuição de água. Parte significativa da água tratada não chega às residências, refletindo falhas na rede e desperdício do recurso.
No recorte nacional, Macapá integra a lista dos 20 municípios com os piores indicadores de saneamento. Entre eles, sete são capitais estaduais, como Manaus, Belém, Rio Branco e Porto Velho, mostrando que o problema atinge grandes centros urbanos e não apenas cidades menores.
O Instituto Trata Brasil destaca que os dados reforçam a necessidade de ampliação dos investimentos em infraestrutura, tanto na coleta quanto no tratamento de esgoto, além da redução das perdas de água.
Em resposta ao ranking, a Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA) informou que tem ampliado a cobertura de abastecimento de água desde 2022 e que pretende avançar também nos serviços de esgotamento sanitário.
A empresa afirma já ter investido mais de R$ 1,4 bilhão no estado e ampliado o acesso à água tratada para milhares de moradores. A concessionária também destacou que parte dos dados do levantamento inclui áreas rurais fora da sua responsabilidade contratual.
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