O Governo do Pará concluiu, em 2025, um pacote de obras de educação que totalizou R$ 21 milhões na Região de Integração Guamá. Os investimentos beneficiaram seis municípios: Curuçá, Igarapé-Açu, Magalhães Barata, Terra Alta, Colares e Santo Antônio do Tauá, com novas unidades voltadas à educação infantil e ao ensino fundamental e médio.
O conjunto reúne quatro creches ligadas ao programa estadual de expansão da educação infantil e duas escolas com acessibilidade e novos ambientes pedagógicos. A estratégia amplia vagas para crianças de 0 a 5 anos e melhora a infraestrutura para estudantes do ensino regular, com bibliotecas, laboratórios e salas especializadas.
Creches com foco na primeira infância
Em Curuçá, na Vila São João do Abade, foi inaugurada a Escola Municipal de Educação Infantil Professora Antônia da Conceição Raiol e Silva, com investimento de R$ 3,2 milhões. A unidade atende crianças de até 5 anos, com ambientes pedagógicos e espaços de acolhimento.
Em Igarapé-Açu, a Secretaria de Estado de Educação entregou a 12ª creche estadual do município, com capacidade para aproximadamente 200 crianças, incluindo berçário, lactário e áreas de convivência.
O secretário estadual de Educação, Ricardo Sefer, vinculou a expansão à meta de ampliar o acesso à creche no interior. Para ele, “quando o Estado chega com creche ao interior não é só uma obra, é garantia de cuidado, desenvolvimento na primeira infância e dignidade para as famílias. A gente está padronizando qualidade, com ambientes seguros, acolhedores e preparados, para que a criança aprenda bem desde o começo, e para que mães e pais tenham tranquilidade para trabalhar”.
Em Magalhães Barata, a Creche Professor Aguinaldo Bentes do Rosário recebeu R$ 3,2 milhões e atende crianças de 0 a 5 anos em tempo integral. O município tem cerca de 8 mil habitantes, segundo o Censo 2022, e não dispunha dessa estrutura no padrão atual.
Em Terra Alta, a EMEI Olivar Baía dos Santos consumiu R$ 3,4 milhões e ofertará 200 vagas. A unidade conta com berçário, lactário, sala de amamentação, parquinho, quadra e espaços de convivência. “Investir na primeira infância é prioridade”, afirmou Sefer.
Escolas reestruturadas
Além das creches, dois municípios receberam escolas reestruturadas. Em Colares, a Escola Lucíola Brasil foi reinaugurada em 8 de maio e atende cerca de 220 estudantes, com investimento superior a R$ 2,2 milhões.
Em Santo Antônio do Tauá, a Escola Celso Rodrigues passou por reconstrução completa e recebeu R$ 5,7 milhões em recursos públicos. Hoje atende 385 alunos, sendo 204 em tempo integral.
A obra reorganizou os blocos pedagógico e administrativo, que agora contam com 11 salas de aula, biblioteca, laboratório multidisciplinar, laboratório de informática, sala criativa, auditório, quadra coberta e novos espaços de apoio.
Para Sefer, a reestruturação tem impacto direto na permanência escolar. Segundo o secretário, “a entrega de escola reestruturada precisa aparecer no cotidiano de todos os alunos com mais permanência, mais tempo de aprendizagem, mais inclusão e um ambiente que estimula o aluno a permanecer e projetar futuro. No interior, isso é ainda mais decisivo, porque reduz desigualdades e aproxima a qualidade da educação do padrão que a população espera”.
Ele também defendeu que infraestrutura não é o único componente da política educacional. “A valorização da educação pública passa também por reconhecer o esforço cotidiano das equipes e oferecer condições reais para que professores e estudantes tenham um ambiente adequado e funcional para o êxito do aprendizado”.
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