O litro do açaí comercializado em Belém voltou a subir em dezembro e encerrou 2025 com forte valorização acumulada, segundo levantamento do Dieese Pará. O produto registrou alta anual de 25,20% no tipo médio, o que pressiona o orçamento das famílias paraenses que têm o açaí como alimento essencial.
Os dados mostram que o litro do açaí médio passou de R$ 28,12 em novembro para R$ 28,77 em dezembro, variação mensal de 2,31%. No mesmo período, o litro do tipo grosso subiu de R$ 40,30 para R$ 41,65, com alta de 3,35% no mês e de 24,66% no acumulado do ano.
A pesquisa foi realizada em feiras, pontos de venda e supermercados, e apontou reajustes que superaram a inflação estimada para 2025, projetada em 4,5% segundo o levantamento. A variação também mostrou forte dispersão de preços na capital: o açaí médio foi encontrado entre R$ 22,00 e R$ 30,00 nas feiras e até R$ 27,99 nos supermercados na última semana de dezembro.
Entre os fatores que influenciaram a alta, o Dieese cita a entressafra do fruto, custos de produção, logística e a demanda interna e externa. O órgão projeta que os preços devem permanecer elevados ao menos no primeiro trimestre de 2026.
O instituto também recomenda que consumidores pesquisem preços para tentar reduzir despesas, considerando que o açaí é um dos principais itens da alimentação urbana em Belém.
Principais dados do levantamento do Dieese
- Açaí médio: R$ 28,77 em dezembro
- Açaí grosso: R$ 41,65 em dezembro
- Alta anual 2025: 25,20% (tipo médio)
- Alta anual 2025: 24,66% (tipo grosso)
- Variação mensal: 2,31% a 3,35%
- Inflação projetada 2025: 4,5%
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