A Procuradoria-Geral da República afirmou que a investigação não comprovou a ilegalidade dos R$ 17,9 mil encontrados na cueca do senador Chico Rodrigues, valor que, somado a outros recursos em espécie apreendidos na mesma operação, ultrapassou R$ 33 mil. A conclusão consta em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal no dia 28 de dezembro, no âmbito de uma operação da Polícia Federal realizada em outubro de 2020.
O parecer foi assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e submetido ao ministro Flávio Dino, relator do inquérito. A apuração investigava suspeitas de desvios de recursos destinados ao combate à pandemia, favorecimento indevido de empresa e ocultação de valores em espécie.
Segundo a PGR, não foi possível demonstrar a proveniência ilícita do dinheiro apreendido, tanto os valores localizados em cofres quanto aqueles encontrados nas vestes íntimas do parlamentar durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.
Na manifestação, Gonet sustenta que, sem a comprovação da ilegalidade do numerário, não há elementos suficientes para caracterizar o crime de lavagem de dinheiro. Com esse entendimento, a Procuradoria defendeu o arquivamento de parte das investigações relacionadas ao caso.
A análise do pedido de arquivamento caberá ao relator no STF, que decidirá sobre o prosseguimento ou não dos trechos do inquérito apontados pela PGR.
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