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Ex-procurador Luciano Queiroz, condenado por pedofilia, deixa prisão para cumprir pena em regime semiaberto

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Luciano Queiroz, ex-procurador do estado de Roraima, deixou a prisão no último domingo, 18, após a expedição de um alvará de soltura assinado pelo desembargador Leonardo Cupello. Condenado a 202 anos de prisão por estupro de vulnerável, Queiroz cumpre sua pena em regime semiaberto e será monitorado pela Casa do Albergado.

De acordo com as determinações da Justiça, o ex-procurador deve comparecer mensalmente à instituição para assinar presença. Luciano Queiroz havia deixado a prisão em 2023, mas retornou cinco dias depois após romper a tornozeleira eletrônica. Antes de sua soltura atual, estava detido no Comando de Policiamento da Capital (CPC).

Luciano Queiroz agora segue sob monitoramento no regime semiaberto, conforme definido pelas regras judiciais.

Ex-procurador foi preso na Operação Arcanjo

A condenação de Queiroz foi resultado da Operação Arcanjo, deflagrada em 6 de junho de 2008 para combater o tráfico de drogas e crimes de exploração sexual. Ele foi sentenciado em 2009. Na época, a investigação identificou um esquema que envolvia a exploração sexual de meninas entre 6 e 17 anos, com participação de autoridades, servidores públicos e empresários.

Durante a operação, oito pessoas foram presas, incluindo Lidiane Foo, apontada como principal agenciadora das vítimas. As investigações começaram em janeiro de 2008, trazendo à tona um esquema que incluía crimes de pedofilia e prostituição.

Investigações autorizadas pela Justiça revelaram ligações e imagens sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes. Os aliciadores enganavam os pais para levar as vítimas e buscavam meninas nas escolas. Na residência de Lidiane, havia tráfico de drogas e uso de entorpecentes por menores, incluindo sua filha. A seriedade do caso resultou em depoimentos na CPI da Pedofilia no Senado.

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