fevereiro 14, 2026
InícioAmazonasEm um ano e meio, TCE protesta quase R$5 milhões em multas...

Em um ano e meio, TCE protesta quase R$5 milhões em multas aplicadas a gestores

Publicado em

Para cobrar mais transparência no gasto de recursos públicos por gestores de órgãos jurisdicionados, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) protestou de janeiro de 2022 a julho de 2023, quase R$5 milhões em multas aplicadas.

A medida permite ações, como bloqueios de créditos, a gestores que foram multados, mas não efetivaram os pagamentos dos valores estipulados pelo Tribunal Pleno. Os valores protestados, que totalizam R$ 4.961.390,37, referem-se a multas aplicadas pela Corte de Contas no período de 01/01/2022 a 31/07/2023.

De acordo com o presidente do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), conselheiro Érico Desterro, embora os valores protestados não se convertam totalmente em arrecadação direta, a medida reduz significativamente a inadimplência dos gestores que foram multados em processos da Corte de Contas.

“Com o protesto realizado pelos setores competentes do Tribunal, os gestores inadimplentes sofrem restrições ou ficam impossibilitados de realizar compras, empréstimos, financiamentos e outras transações financeiras até que regularizem sua situação. Isso mobiliza o gestor a tomar uma iniciativa, seja para parcelar ou quitar a totalidade da dívida”, disse o presidente do TCE-AM, Érico Desterro.

Ação estratégica

Os órgãos técnicos do Tribunal têm utilizado os protestos extrajudiciais como uma ferramenta estratégica para a cobrança executiva das multas aplicadas a gestores públicos. Essa abordagem possibilita ações imediatas de bloqueio de crédito dos responsáveis, potencializando o caráter disciplinador das decisões do Tribunal.

Mesmo que nem todos os valores protestados sejam integralmente pagos, o impacto nas ações dos gestores é notável, com muitos deles optando pelo pagamento ou parcelamento das multas antes mesmo da comunicação formal das decisões do TCE.

Essa estratégia de protesto extrajudicial ganhou força em 2018, quando o TCE-AM firmou um termo de cooperação técnica com o Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil Seção Amazonas (IEPTB-AM). O acordo permitiu que o Tribunal protestasse dívidas junto aos 72 cartórios de protesto do Estado, incluindo seis em Manaus.

Como resultado, os gestores públicos do Amazonas passaram a ter seus nomes incluídos nos cadastros restritivos de crédito caso não efetuassem o pagamento das multas aplicadas pelo TCE. Na época da parceria, estimava-se que pelo menos 90% dos gestores multados não cumpriam com suas obrigações financeiras, levando a inclusão dessas multas nas dívidas ativas municipais e estaduais.

Foto:. Divulgação 

spot_img

Últimos Artigos

Ministério das Cidades entrega 17 casas do “Minha Casa Minha Vida Rural” em Santo Antônio do Tauá (PA)

Dezessete famílias da comunidade de São Raimundo de Borralhos receberam nesta sexta-feira, 13, as...

Marcinho Belota destina R$ 1 milhão ao Centro Paralímpico de Roraima

O deputado estadual Marcinho Belota (PRTB) informou que destinou mais R$ 1 milhão em...

Tribunal Superior Eleitoral encerra audiências sobre regras das eleições de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu, nesta quinta-feira (5), o ciclo de audiências públicas...

“O poder não está acima de tudo”, afirma presidente da Aleam sobre David Almeida ao governo

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), afirmou que a...

Mais como este

Ministério das Cidades entrega 17 casas do “Minha Casa Minha Vida Rural” em Santo Antônio do Tauá (PA)

Dezessete famílias da comunidade de São Raimundo de Borralhos receberam nesta sexta-feira, 13, as...

Marcinho Belota destina R$ 1 milhão ao Centro Paralímpico de Roraima

O deputado estadual Marcinho Belota (PRTB) informou que destinou mais R$ 1 milhão em...

Tribunal Superior Eleitoral encerra audiências sobre regras das eleições de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu, nesta quinta-feira (5), o ciclo de audiências públicas...