fevereiro 13, 2026
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Teresa afirma que votos a favor da cassação de Denarium são reconhecimento de que as eleições de 2022 foram roubadas

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A ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB), usou as redes sociais, nesta quarta-feira, 31, para comentar o início do processo de cassação do governador Antonio Denarium (PP).

Teresa, que disputou o governo do Estado nas eleições de 2022, destacou que dois juízes que votaram a favor da cassação reconheceram que a eleição foi “muito roubada” e listou uma série de situações em que Denarium abusou do poder econômico usando a máquina pública.

“No auge da pandemia, em 2020, o governo não entregou nem 10 mil cestas básicas a quem precisava e ainda deixou dinheiro em caixa. Em 2022, ano eleitoral, 50 mil famílias passaram a ser beneficiadas. Cerca de R$ 123 milhões destinados. Detalhe, isso não constava no orçamento do Estado”, declarou.

Para Teresa, este feito foi uma clara manobra pra impactar o resultado nas urnas, bem como a utilização de R$40 milhões na compra de 5 mil caixas d’aguas, distribuídas em pleno ano eleitoral. O que é vedado pela lei das eleições.

A ex-prefeita também destacou o programa Morar Melhor, criado à véspera da eleição com o objetivo de reformar residências. “Inclusive, muitas famílias receberam apenas vasos sanitários do que era pra ser um banheiro. Telhados do que era pra ser uma reforma completa”, pontuou.

Outra situação de abuso de poder econômico relatada por Teresa foi o fato de às vésperas de outubro, o Governo ter decidido pagar pela desapropriação do terreno do Ginásio Totozão, em um acordo sem a participação da Justiça e sem respeitar a ordem cronológica de pagamento da fila do precatório.

“Foram R$22 milhões pagos. A Justiça pediu pra o banco estornar o valor pra conta do governo. Quando o banco foi olhar… a conta estava como? Canto mais limpo! O dinheiro não estava mais lá”, escreveu Teresa.

Teresa também lembrou do repasse de R$70 milhões em recursos extras para 12 municípios do interior. Além de R$105 milhões em contratos direcionados para supostamente realizar serviços nos municípios.

“O grupo político desafiou a Justiça, as leis, as eleições. Utilizou todo o poder econômico do Estado em benefício próprio. Deus é amor, mas também é justiça. Ele é sempre justo e não aceita desonestidade. Cada um colhe aquilo que planta”, concluiu.

Foto: Divulgação

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