O caso de agressão a um aluno autista dentro da Escola Municipal Prof.ª Emília Gimennez, em Castanhal, no nordeste do Pará, avançou na Justiça, segundo a defesa da família da vítima. O advogado Fellype Furtado informou que a apuração criminal segue em andamento e tem contribuído para a construção de medidas na esfera cível.
A vítima, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), teve o caso registrado após denúncia de violência dentro da unidade de ensino. Até o momento, as autoridades não detalharam como ocorreu o episódio.
Em manifestação pública, o advogado afirmou que a condução do caso ocorre dentro dos trâmites legais e destacou que a investigação penal pode servir de base para responsabilizações futuras. Ele também indicou que a estratégia da defesa é evitar exposição de informações que possam interferir no andamento do processo.
A defesa ressaltou que mantém acompanhamento direto das apurações e reforçou o compromisso com a condução do caso até a definição de responsabilidades, preservando a integridade da vítima e da família.
A Secretaria Municipal de Educação de Castanhal informou que instaurou sindicância para apurar o ocorrido, com prazo de 30 dias para conclusão. O órgão declarou que acompanha o caso e adotou medidas internas em articulação com a direção da escola e demais instituições.
O episódio também foi discutido na Câmara Municipal. Durante sessão, a vereadora professora Cláudia Seabra abordou o caso e destacou a necessidade de garantir segurança no ambiente escolar.
A Polícia Civil informou que registrou boletim de ocorrência por lesão corporal na Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente. A investigação segue em andamento.


