O Ministério Público Federal obteve a condenação de integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital por uma tentativa de homicídio ocorrida em junho de 2020, em Porto Velho. O julgamento terminou nesta quinta-feira, após júri popular iniciado na segunda-feira.
A ação penal envolvia dez acusados. Nesta etapa, cinco homens e uma mulher foram julgados. Os cinco homens foram condenados por homicídio tentado e organização criminosa armada, com penas que variam de 10 anos e meio a 12 anos e 3 meses de prisão.
A mulher foi absolvida da tentativa de homicídio por decisão do júri, mas condenada por participação em organização criminosa, com pena de 3 anos e 6 meses. Ainda cabe recurso. Os quatro réus restantes devem ser julgados em abril.
Segundo o MPF, o grupo tentou matar um homem que acreditava ser agente da Penitenciária Federal de Porto Velho. A vítima foi atraída por meio de um perfil falso em rede social e marcou um encontro. Na noite de 4 de junho de 2020, ao aguardar no local combinado, foi surpreendida por integrantes da facção, que chegaram em três veículos e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. Nenhum tiro atingiu o alvo.
Durante o processo, o Ministério Público demonstrou que parte dos acusados veio do Paraná para organizar a execução. Em Porto Velho, o grupo contou com apoio de membros locais do PCC, alugou uma residência para servir de base e adquiriu armas, veículos, celulares e outros materiais.
Ainda conforme os autos, os envolvidos chegaram a mapear placas de veículos ligados a agentes do sistema prisional e planejavam executar ao menos um deles.
O caso foi tratado pelo MPF como parte de uma série de atentados atribuídos à facção criminosa em Rondônia e em outros estados, dentro de uma estratégia de intimidação contra agentes públicos ligados ao sistema penitenciário.
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