A merenda escolar da Rede Municipal de Ensino de Boa Vista foi mencionada em levantamento do Instituto Veritá, divulgado no último dia 8, que avaliou a percepção da população sobre serviços públicos nas capitais brasileiras. O estudo incluiu a alimentação escolar entre os serviços avaliados na capital roraimense.
Atualmente, a alimentação escolar é ofertada nas 142 escolas da rede municipal e integra as ações voltadas ao atendimento diário dos estudantes. Segundo a Prefeitura de Boa Vista, o serviço segue as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar e busca atender às necessidades nutricionais dos alunos da rede.
Para o prefeito Arthur Henrique, o resultado divulgado pela pesquisa indica a relevância da alimentação escolar dentro da política educacional do município.
“A merenda escolar é parte fundamental do processo educacional. Quando investimos em alimentação de qualidade, estamos investindo no aprendizado, na saúde e no futuro das nossas crianças. Esse reconhecimento nacional mostra que Boa Vista segue no caminho certo, cuidando das pessoas desde a base”, afirmou.
Cardápios seguem normas do PNAE
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), os cardápios da alimentação escolar são elaborados por nutricionistas da rede municipal, em conformidade com as normas do PNAE. A proposta é ofertar refeições que atendam aos parâmetros nutricionais exigidos e considerem hábitos alimentares regionais.
A rede municipal conta com 420 merendeiras responsáveis pelo preparo das refeições nas unidades escolares. Conforme a gerente de Nutrição da SMEC, Isabel Martins, a alimentação tem impacto direto no desempenho dos estudantes.
“O cérebro necessita de nutrientes para funcionar adequadamente. A oferta equilibrada de energia, carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais garante atenção, memória, concentração e raciocínio lógico, habilidades essenciais para o processo de ensino e aprendizagem. A deficiência desses nutrientes pode causar cansaço, sonolência, queda no rendimento escolar e até evasão”, destacou.
Em 2025, foram distribuídos 1.548.906 quilos de alimentos às escolas da rede municipal. Segundo dados da prefeitura, 52% desse total correspondem a hortifrúti adquiridos por meio de sete cooperativas locais, fornecimento que atende às exigências do PNAE quanto à compra de produtos da agricultura familiar.
Atualizações no cardápio para 2026
Para 2026, a SMEC informou a ampliação do cardápio, com inclusão de preparações regionais e alimentos in natura. Entre os pratos previstos estão Maria Isabel, feijão-tropeiro com ovo e feijoadinha com carne bovina, além de opções já presentes na rotina escolar, como peixe ao molho, frango com legumes, bobó de frango e sopa de macaxeira.
Os lanches incluem sanduíches, cuscuz, vitaminas de frutas, iogurte e bebidas quentes, conforme o turno e a faixa etária atendida.
Alimentação nas escolas indígenas e rurais
A alimentação escolar nas comunidades indígenas segue orientações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, com adequações voltadas à cultura alimentar local. Nessas unidades, além das refeições principais, é ofertado o desjejum, prática aplicada também em escolas rurais, creches e unidades do Proinfância.
O cardápio inclui alimentos regionais e preparações tradicionais, como tapioca, macaxeira, banana pacovã, mingaus, peixes, galinhada e paçoca. Segundo a prefeitura, o planejamento busca conciliar critérios nutricionais e hábitos alimentares das comunidades atendidas.


