A Defesa Civil Municipal de Boa Vista passou a integrar as ações do Ministério da Agricultura e Pecuária no combate à mosca-da-carambola na capital. O apoio ocorre por meio de visitas domiciliares, orientação à população e facilitação do acesso das equipes técnicas às áreas com árvores hospedeiras.
Com agentes fardados e viaturas caracterizadas, a Defesa Civil atua na abordagem aos moradores para explicar o objetivo das visitas e a importância do monitoramento. Segundo o agente Waldenor de Sousa, a atuação busca garantir autorização para entrada nos imóveis e fortalecer o trabalho de campo realizado pelos técnicos.
As equipes utilizam armadilhas dos tipos Jackson e McPhail, instaladas em árvores hospedeiras, para atrair e monitorar o inseto. Em áreas com maior incidência, também são usadas armadilhas artesanais com garrafas PET e fitas adesivas amarelas. A inspeção desses dispositivos é de responsabilidade exclusiva dos técnicos, e a população não deve manuseá-los.
O controle da praga inclui a coleta de frutos contaminados e a pulverização de árvores com produtos específicos. De acordo com o servidor do MAPA, Ademar Costa da Silva, os frutos recolhidos são armazenados em sacos plásticos por 16 dias antes do descarte em locais apropriados, medida que impede a propagação do inseto.
Os bairros Jardim Equatorial e Tropical já receberam as equipes. Moradora da região, Iraneide Barbosa, de 74 anos, relata que recebe os agentes pelo terceiro ano consecutivo e adota práticas como a poda do pé de carambola. Ela afirma que as orientações ajudam a esclarecer dúvidas e contribuem para a proteção da produção local.
A mosca-da-carambola é considerada praga quarentenária e representa risco à fruticultura, por atacar espécies como carambola, manga, goiaba e acerola. Sem controle adequado, pode gerar prejuízos à produção e restringir a comercialização e exportação de frutas.
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