O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (14), que passou a assumir diretamente a distribuição de alimentos e a oferta de água e serviços de higiene para migrantes e refugiados em Roraima. Esses serviços eram realizados pela organização filantrópica Cáritas, mas foram suspensos após o fim dos contratos com dois financiadores internacionais.
De acordo com o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, durante visita ao Posto de Triagem da Operação Acolhida em Boa Vista (RR), aquilo que antes era custeado pela ONU (Organização das Nações Unidas) agora passa a ser financiado pelo governo federal.
A proposta da Cáritas de continuar trabalhando em parceria com o governo está em análise, mas o fornecimento de alimentos e de serviços básicos de saneamento já foi iniciado pelo poder público.
A suspensão dos serviços da Cáritas foi anunciada no início de janeiro, com o encerramento dos pontos de atendimento em Boa Vista e em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. A entidade havia informado que a redução de recursos comprometeu as ações de água, higiene e alimentação voltadas aos imigrantes que chegam ao Brasil.
Especialistas e autoridades consideram o projeto de fornecimento de água, saneamento e higiene essencial para a assistência humanitária, pois ajuda a prevenir doenças e garante condições mínimas de dignidade às pessoas vulneráveis.
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