janeiro 15, 2026
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Helder Barbalho defende floresta viva como o maior ativo para desenvolver a Amazônia

Governador do Pará detalhou no Exame Experience os resultados do novo modelo econômico: queda recorde de 75% no desmatamento e projeção de um mercado de carbono de R$ 40 bi

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O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), apresentou nesta terça-feira (18), no Exame Experience COP30, a transformação econômica em curso na Amazônia e defendeu que o Brasil só avançará no enfrentamento à crise climática ao reconhecer a floresta viva como ativo estratégico e fonte de desenvolvimento para as populações da região.

Segundo Barbalho, a conferência sediada em Belém inaugura uma mudança estrutural na forma como o país trata seus recursos ambientais e seus povos tradicionais. “A Amazônia deixou de ser um tema distante e passou a ter voz. Floresta viva tem que valer mais do que floresta morta — e isso significa dignidade, renda e futuro para o nosso povo”, afirmou.

Redução histórica do desmatamento e mercado jurisdicional de carbono

Helder Barbalho destacou que o Pará alcançou a maior redução de desmatamento já registrada no país, com queda de 75% entre 2018 e 2025. O resultado, frisou, é fruto de ações de comando e controle, regularização fundiária e políticas ambientais que estruturam uma nova economia para o Estado.

Durante a apresentação, o governador detalhou o avanço do sistema jurisdicional de carbono, atualmente em verificação pela ARQ. A projeção é que o mercado movimente entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões até 2030, com repartição de benefícios construída em conjunto com povos indígenas, quilombolas, extrativistas e produtores rurais.

“O mundo precisa neutralizar emissões. Não existe crédito mais legítimo do que o da floresta amazônica — mas isso só faz sentido se o benefício chegar a quem preserva”, disse.

Bioeconomia, inovação e restauração como pilares do novo ciclo econômico

O governador também reforçou que a bioeconomia ocupa posição central na matriz produtiva que o Pará está construindo. Ao citar o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, no Porto Futuro, ele enfatizou que o Estado está conectando biodiversidade, tecnologia e conhecimento tradicional para criar produtos competitivos com valor agregado.

Helder mencionou ainda o avanço das concessões de restauro, destacando o primeiro projeto público do país, na APA Triunfo do Xingu, com previsão de R$ 250 milhões em investimentos privados e geração de dois mil empregos diretos. Para ele, restauração florestal, carbono e bioeconomia formam a base da “virada econômica” que o Pará lidera.

“Cuidar da floresta é uma boa política econômica. É futuro, é emprego e é competitividade”, afirmou.

COP30 muda percepção global sobre a Amazônia

Segundo o governador, a COP30 reposicionou o Brasil no debate climático ao aproximar negociadores internacionais da realidade amazônica e ampliar a presença de populações tradicionais no processo decisório. Foram quatro mil indígenas na Aldeia COP e cerca de 900 representantes credenciados na Blue Zone, participação que, segundo Helder, imprime legitimidade ao evento.

“Belém mostrou que é possível discutir o clima ouvindo quem vive a floresta. Essa COP altera o centro do debate mundial”, destacou.

A editora de ESG da Exame, Renata Faber, reforçou o impacto da conferência sobre a cidade e sobre a percepção global do Pará. “Quando a COP vem para a floresta, agendas avançam. Aqui, quem chega sente a força desse lugar, da cultura à biodiversidade e isso muda a forma como o mundo olha para o Brasil”, afirmou.

Helder encerrou defendendo que a conferência consolida um legado institucional para o Estado, baseado em inovação, ciência e justiça climática. “Estamos vivendo história. E Belém provou que a Amazônia não é promessa: é o presente que pode redesenhar o Brasil”, concluiu.

Veja também:

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