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Joner Chagas desliga Jairo Ribeiro da vice-presidência da AMR após operação da PF

Decisão foi tomada pela diretoria da entidade e assinada pelo ex-prefeito de Bonfim, que também é investigado pela PF por suspeita de propina

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A Associação dos Municípios de Roraima (AMR) decidiu desligar o ex-prefeito de Iracema, Jairo Ribeiro (Republicanos), do cargo de vice-presidente da entidade. O ato, assinado pelo presidente Joner Chagas (Republicanos), ex-prefeito de Bonfim, foi publicado na terça-feira, 21, e justificado como medida de “interesse dos municípios associados”.

A decisão veio pouco mais de dois meses depois de Jairo ter sido preso pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Voto de Cabresto, que apura um esquema de compra de votos, lavagem de dinheiro e associação criminosa nas eleições municipais de 2024.

No documento, a diretoria afirma que o desligamento busca preservar a imagem institucional da associação e garantir o bom andamento das atividades. A decisão, de caráter administrativo, foi tomada em consenso e não representa julgamento sobre o caso. De acordo com a AMR, o objetivo é manter o foco da entidade na defesa dos municípios roraimenses.

Operação Voto de Cabresto

Jairo Ribeiro foi preso em flagrante em 1º de agosto, durante cumprimento de mandado da Polícia Federal em Iracema. Na casa dele, foram apreendidos R$ 4 mil, uma lista de eleitores e um veículo Toyota SW4.

A PF investiga o uso de cerca de R$ 400 mil em transferências e pagamentos a eleitores para financiar campanhas de aliados. Parte dos eleitores teria sido orientada a filmar o voto. Na audiência de custódia, a juíza Noêmia Cardoso Leite de Sousa relaxou a prisão, e o ex-prefeito passou a responder em liberdade.

Joner Chagas também é investigado

O presidente da AMR, Joner Chagas, também é citado em investigações da Polícia Federal e do Ministério Público de Roraima (MPRR). Ele é apontado como “articulador” de um esquema de propina e desvio de recursos públicos, envolvendo contratos firmados durante seus dois mandatos à frente da Prefeitura de Bonfim, entre 2017 e 2024. As apurações investigam fraudes em licitações, pagamentos superfaturados e mau uso de verbas do Fundeb, entre outros contratos administrativos.

Veja também: 

Joner Chagas é apontado como “articulador” de esquema de desvio de verba pública em Bonfim, diz relatório da PF

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