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Após um mês foragida, suspeita de assalto a joalheria se entrega à polícia em Belém

Suspeita se apresentou à Polícia Civil após monitoramento; investigação aponta uso de falsa operação policial durante o crime

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A investigação sobre o assalto a uma joalheria no bairro do Comércio, em Belém, avançou com a apresentação espontânea de uma das suspeitas à Polícia Civil. Adriane Chagas Gonçalves, conhecida como “Drika Gonçalves”, compareceu à Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) após semanas sendo monitorada pelas equipes policiais.

O crime ocorreu no dia 22 de abril e resultou na subtração de joias e objetos de valor estimados em cerca de R$ 500 mil. A ação chamou atenção pelo uso de estratégia para enganar funcionários e facilitar o acesso ao estabelecimento.

Grupo simulou ação policial durante invasão

Segundo a investigação, os envolvidos teriam usado roupas semelhantes às da Polícia Civil para simular uma operação oficial. A tática teria permitido a entrada no local sem levantar suspeitas imediatas, o que facilitou a execução do roubo.

Adriane é apontada como uma das peças centrais da ação criminosa. Ela teria se passado por delegada enquanto outros integrantes do grupo recolhiam os objetos de valor dentro da joalheria.

Monitoramento

Câmeras de segurança registraram parte da movimentação durante o assalto. Nas imagens, três suspeitos aparecem com o rosto coberto por balaclavas, enquanto a investigada surge sem esconder a identidade e portando uma arma.

Em uma das cenas, ela aparece conduzindo uma vítima com as mãos amarradas dentro do estabelecimento, segundo a apuração policial.

Semanas de buscas

A Polícia Civil informou que a suspeita vinha sendo localizada em diferentes endereços, principalmente no distrito de Icoaraci. Com o avanço das diligências, a defesa da investigada comunicou que ela se apresentaria espontaneamente.

Após prestar depoimento, Adriane confessou participação no crime, de acordo com a Polícia Civil. Ela foi encaminhada ao sistema penitenciário e segue à disposição da Justiça.

As investigações continuam para identificar outros integrantes da associação criminosa. Parte dos avanços ocorreu após a análise de um celular encontrado dentro de um veículo usado na fuga, abandonado no bairro do Jurunas, material que ajudou na identificação dos envolvidos.

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