A Justiça Eleitoral do Amazonas prorrogou por mais 90 dias o prazo para que a Polícia Federal conclua a investigação sobre suspeitas de corrupção eleitoral envolvendo pastores durante a campanha de reeleição do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante).
A decisão atende a um pedido da própria Polícia Federal e foi autorizada pelo juiz eleitoral Antônio Itamar de Sousa Gonzaga, da 62ª Zona Eleitoral de Manaus, com parecer favorável do Ministério Público Eleitoral.
O inquérito apura a suspeita de compra de votos com participação de lideranças religiosas. Segundo a investigação, a articulação teria ocorrido com intermediação do genro do prefeito, apontado como elo entre o grupo e a campanha.
O processo tem origem em um auto de prisão em flagrante por corrupção eleitoral. No documento, aparecem como flagranteados Werter Monteiro Oliveira e Flaviano Paes Negreiros.
Com a prorrogação, a Polícia Federal terá mais tempo para concluir diligências e reunir provas. Após esse prazo, o caso será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, que decidirá se apresenta denúncia, pede arquivamento ou solicita novas investigações.
Entenda o caso
Em outubro de 2024, a Polícia Federal prendeu dois pastores suspeitos de compra de votos durante a campanha eleitoral em Manaus. A ação ocorreu em uma igreja, onde foram apreendidos R$ 21 mil em dinheiro, distribuídos em envelopes para eleitores. Segundo a PF, outros R$ 38 mil já haviam sido repassados anteriormente.
Os investigadores apontam que o esquema envolvia organização de listas e distribuição de valores a eleitores. O nome de David Almeida aparece citado no auto de prisão. Um dos investigados afirmou que o dinheiro teria ligação com a campanha do prefeito.
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