O União Brasil prepara, para este sábado (28), a maior filiação conjunta de parlamentares com mandato já registrada no estado, numa movimentação que reconfigura o tabuleiro político às vésperas da disputa eleitoral. Ao todo, 13 deputados — dois federais e onze estaduais — deixam suas siglas de origem e desembarcam no partido, impulsionando o projeto político do recém-filiado vice-governador, Edilson Damião, que preside a sigla.
A mudança confirma o que já era perceptível nos bastidores: o União Brasil transformou-se no destino preferencial da base governista e assume, na prática, a condição de legenda hegemônica na articulação para 2026. As filiações foram confirmadas ao O FATO pelo deputado federal Pastor Diniz.
Lista dos parlamentares que migrarão para o União Brasil
Deputados federais:
- Defensor Stélio Dener (Republicanos)
- Gabriel Mota (Republicanos)
Deputados estaduais:
- Ângela Águida Portella (Progressistas)
- Aurelina Medeiros (Progressistas)
- Chico Mozart (Progressistas)
- Coronel Chagas (PRTB)
- Gabriel Picanço (Republicanos)
- Idazio da Perfil (MDB)
- Isamar Júnior (Podemos)
- Joilma Teodora (Podemos)
- Lucas Souza (PL)
- Marcelo Cabral (Cidadania)
- Odilon (Podemos)
O ato contará com presença de peso: o presidente nacional da sigla, Antonio de Rueda; o governador Edilson Damião, agora comandante do diretório estadual; os deputados estaduais Catarina Guerra e Jorge Everton; o deputado federal Pastor Diniz.
Renascimento à moda Fênix
O movimento marca a reabilitação do União Brasil em Roraima após um 2024 turbulento e eleitoralmente desastroso. Sob a gestão do então presidente estadual Antonio Nicoletti — hoje acomodado no PL — o partido acumulou derrotas, crises internas e disputas judiciais.
O ápice da implosão veio na disputa pela Prefeitura de Boa Vista. Nicoletti tentou viabilizar-se como candidato, travou batalhas jurídicas contra a deputada Catarina Guerra, indicada pelo governador Antonio Denarium (PP). O resultado nas urnas foi categórico: derrota para o prefeito Arthur Henrique, então no MDB.
Agora, com nova direção, reforço massivo de parlamentares e a força institucional do governo estadual, o União Brasil tenta apagar o passado recente e se vender como a sigla que “renasce das cinzas” — embora parte das fagulhas ainda esteja queimando nos bastidores.


