O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o Banco Master foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) com a intenção de prejudicá-lo politicamente.
Segundo ele, o colega teria antecipado a coleta de assinaturas antes que pudesse discutir mudanças no texto da proposta.
A declaração foi dada em entrevista ao SBT News, durante viagem ao Chile. Flávio disse que preparava um aditamento ao requerimento quando soube que o número mínimo de apoios já havia sido alcançado no Senado.
Mesmo criticando a iniciativa, o parlamentar acabou assinando o pedido. Ele foi o 29º senador a apoiar a abertura da comissão, que depende da leitura do requerimento em plenário para ser instalada.
O senador também criticou o autor do pedido e afirmou que o colega agiu de forma contraditória ao conduzir a articulação da CPI. Na avaliação de Flávio Bolsonaro, comissões parlamentares de inquérito não deveriam investigar crimes comuns atribuídos a pessoas, argumento usado por ele para questionar a pertinência da proposta.
O requerimento apresentado por Alessandro Vieira prevê a investigação de operações financeiras, contratos e possíveis vínculos entre o Banco Master e pessoas ligadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). O texto menciona ministros da Corte, entre eles Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de familiares e pessoas próximas aos magistrados.
A proposta também prevê que a CPI possa requisitar documentos bancários, contratos, registros de operações e outras informações financeiras, além de convocar representantes da instituição financeira e eventuais envolvidos para prestar esclarecimentos ao Senado.
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