A Câmara Municipal de Macapá aprovou, nesta quinta-feira (12), o projeto de lei que institui o Gabinete de Emergência Administrativo e Financeiro da Prefeitura. A proposta, apresentada pelo prefeito interino Pedro DaLua, recebeu 13 votos favoráveis e seis contrários.
Segundo DaLua, o gabinete terá a função de avaliar a situação financeira e administrativa do município, além de garantir a continuidade de serviços considerados essenciais, como saúde, educação, obras públicas e o pagamento de servidores.
O prefeito interino assumiu o comando da capital após o afastamento do então prefeito Dr. Furlan e do vice-prefeito Mário Neto, investigados na Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de fraude em processo licitatório relacionado a obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. Um dia após o afastamento, Furlan anunciou a renúncia ao cargo, afirmando que passaria a se dedicar à pré-campanha ao governo do Estado, anunciada no mesmo dia da operação.
De acordo com DaLua, a atual gestão não recebeu relatórios administrativos da equipe anterior. Ele afirmou ainda que secretários municipais pediram exoneração sem apresentar documentos necessários para a transição.
O prefeito interino classificou o início da gestão como um “voo às cegas”, destacando a necessidade de acesso a informações administrativas, senhas e sistemas da prefeitura para dar continuidade às ações do governo.
Votaram a favor da proposta os vereadores Margleide Alfaia (PDT), Reginaldo Faraó (União), Alessandro Monteiro (PDT), Patrick Monte (MDB), Ruzivan (Republicanos), Cláudio Góes (Solidariedade), Japão Baia (Solidariedade), Luany Favacho (MDB), Zé Luiz (PT), Banha Lobato (União), Daniel Theodoro (PSOL), Joselyo É Mais Saúde (PP) e Pastora Léia Pelaes (PDT).


