InícioParáDefensoria notifica Águas do Pará após relatos de falta de água em...

Defensoria notifica Águas do Pará após relatos de falta de água em comunidade de Belém

Moradores da Benedito Monteiro apontam interrupções no fornecimento e questionam qualidade do tratamento

Publicado em

A Defensoria Pública do Estado do Pará notificou a concessionária Águas do Pará para prestar esclarecimentos sobre o abastecimento de água e o esgotamento sanitário na comunidade Benedito Monteiro, em Belém. A medida foi formalizada nesta terça-feira, dia 10, após moradores relatarem interrupções no fornecimento e possível ausência de tratamento adequado.

A demanda chegou à instituição por meio do Núcleo de Defesa da Moradia. A partir dos relatos, o Núcleo de Defesa do Consumidor enviou ofício solicitando dados sobre a operação do serviço na área.

No documento, a Defensoria requisita informações sobre quantas famílias são atendidas atualmente, se há planejamento específico para melhoria do abastecimento, como é realizado o tratamento da água, qual o nível de pressão da rede e quais providências já foram adotadas pela concessionária.

O órgão também cobrou explicações sobre a desativação de uma antiga unidade local de tratamento que funcionava na comunidade até cerca de dez anos atrás. A Defensoria quer saber os motivos da retirada da estrutura e se existem estudos ou alternativas previstas para reforçar a qualidade do fornecimento.

Como forma de reduzir os impactos à população, foi sugerida ainda a avaliação da instalação de reservatório ou caixa d’água comunitária, em caráter emergencial ou permanente.

O defensor público e coordenador do Nudecon, Cássio Bitar, afirmou que a instituição acompanha a prestação dos serviços desde a mudança de gestão ocorrida no ano passado.

“O nosso compromisso é acompanhar essa transição, acompanhar a prestação de serviço e garantir que não haja nenhuma perda para o consumidor e, sim, a melhoria dos serviços”, disse.

Bitar acrescenta que a prioridade, neste momento, é buscar uma solução administrativa para o problema apresentado pelos moradores.

“A ideia é justamente tentar, inicialmente, construir uma solução administrativa, uma solução estrutural para o caso e através do diálogo, evitando assim a judicialização. Apenas se não forem atendidas as solicitações, ou ainda se elas forem insuficientes, é que o caso pode chegar a ser levado ao Poder Judiciário”, explica o coordenador.

Veja também:

Justiça Federal fixa multa de R$ 354 mil e dá prazo para Belém comprovar abrigo para população de rua

Acesse o nosso perfil no Instagram

spot_img

Últimos Artigos

MPPA denuncia esquema de fraudes em licitações na Prefeitura de Porto de Moz

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da Promotoria de Justiça...

Programa habitacional do Pará destina 75% dos benefícios a mulheres chefes de família

A política habitacional do Governo do Pará tem priorizado mulheres mantenedoras do lar na...

MP recomenda que Prefeitura de Caroebe regularize publicação de editais de licitação

O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) expediu recomendação ao prefeito, ao pregoeiro...

Maria Eunice apoia mais rigor antes de liberar ‘saidinhas temporárias’ para detentos no Brasil

A pré-candidata a deputada federal pelo Amazonas, Maria Eunice Nascimento (Avante), defendeu maior rigidez...

Mais como este

MPPA denuncia esquema de fraudes em licitações na Prefeitura de Porto de Moz

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da Promotoria de Justiça...

Programa habitacional do Pará destina 75% dos benefícios a mulheres chefes de família

A política habitacional do Governo do Pará tem priorizado mulheres mantenedoras do lar na...

MP recomenda que Prefeitura de Caroebe regularize publicação de editais de licitação

O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) expediu recomendação ao prefeito, ao pregoeiro...