A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste domingo, 25, que o país não aceitará mais interferências políticas dos Estados Unidos e defendeu que as divergências internas sejam resolvidas exclusivamente pelos venezuelanos. A declaração foi feita durante um evento com trabalhadores do setor petrolífero, realizado no estado de Anzoátegui, e transmitida pela emissora estatal Telesur.
Ao discursar para os petroleiros, Rodríguez afirmou que “já basta de ordens de Washington sobre políticos na Venezuela” e que cabe à própria política venezuelana conduzir o enfrentamento dos conflitos internos. Segundo ela, a atuação de potências estrangeiras no país deve cessar, pois, em suas palavras, “já basta de potências estrangeiras” interferindo nos assuntos nacionais.
Durante o pronunciamento, a vice-presidente também relacionou a crise política e econômica do país ao que classificou como extremismo e fascismo. Rodríguez declarou que a Venezuela “pagou um preço muito alto” ao lidar com as consequências desses movimentos, sem detalhar a quais episódios ou grupos se referia.
As falas ocorrem em meio a declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que nos últimos meses voltou a comentar publicamente a situação política venezuelana. Trump tem afirmado que Washington exerce influência sobre os rumos do país sul-americano e sobre a gestão de seus recursos energéticos, declarações que não foram reconhecidas oficialmente pelo governo venezuelano.
Desde que assumiu maior protagonismo no comando político do país, Delcy Rodríguez passou a ser citada por Trump tanto em tom de crítica quanto de elogio. Em diferentes ocasiões, o líder norte-americano afirmou que ela sofreria consequências caso não “fizesse o que é certo”, mas também chegou a elogiá-la publicamente e a mencionar a possibilidade de um encontro na Casa Branca.
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