fevereiro 14, 2026
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Léo Moraes reage a críticas sobre dívida do IPAM e diz que não era prefeito “antes de 2025”

Prefeito nega responsabilidade por atrasos nos pagamentos, mas clínicas afirmam que não recebem desde janeiro deste ano

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O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), comentou nas redes sociais uma reportagem publicada pelo jornal RONDONIAGORA sobre atrasos nos pagamentos a clínicas conveniadas ao Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município (IPAM).

Os repasses em atraso comprometem os atendimentos odontológicos, psicológicos e psiquiátricos oferecidos aos servidores municipais. “A conta não fecha, ué. Quando entramos, as dívidas eram de anos anteriores a 2025 ou eu era prefeito antes e não sabia?”, indagou o prefeito nas redes sociais.

O comentário do prefeito foi feito após o jornal divulgar nota da Clínica de Serviços de Reabilitação Multiprofissional Sou Luz, que confirmou a inadimplência do IPAM no exercício de 2025. Segundo a empresa, os atendimentos se tornaram financeiramente inviáveis devido à ausência de repasses por parte do instituto.

A clínica informou que notificou oficialmente o IPAM no dia 10 de julho, solicitando a regularização da dívida ou proposta de negociação. Como não houve retorno, a empresa anunciou que suspenderá os atendimentos vinculados ao IPAM a partir de 14 de agosto de 2025.

De acordo com clínicas ouvidas pela reportagem, a dívida do IPAM refere-se ao período de janeiro a julho de 2025. As empresas afirmam que não receberam nenhum pagamento ao longo dos sete meses. A situação gerou protestos por parte das conveniadas, que alegam dificuldades financeiras decorrentes da inadimplência.

Representantes de clínicas criticam a falta de diálogo e apontam que, enquanto os pagamentos seguem atrasados, a administração encaminhou projetos à Câmara Municipal para reajuste salarial e criação de cargos comissionados no IPAM.

Essa não é a primeira vez que o prefeito reage publicamente a denúncias relacionadas à gestão. Em ocasiões anteriores, como nos casos envolvendo as empresas Plator Engenharia e Eixo Norte, Léo Moraes também negou irregularidades apontadas por veículos de imprensa.

Posteriormente, os dois contratos foram cancelados após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) instaurar procedimentos de apuração. Em ambos os casos, a suspensão dos contratos foi comunicada oficialmente pelo TCE.

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