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Vendas de Páscoa caem 9,5% em Roraima e interrompem sequência de alta dos últimos anos, aponta Fecomércio

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A Páscoa de 2025, uma das melhores datas para o varejo, não será tão doce para o comércio em Roraima. Segundo estimativas feitas pela Fecomércio/RR com base nos dados da CNC – Confederação Nacional do Comércio, as vendas este ano deverão movimentar R$ 7,1 milhões em receita, apresentando uma queda de 9,5% na comparação com a Páscoa de 2024.

Essa redução vai quebrar uma sequência de quatro elevações consecutivas. Para o assessor econômico da Fecomércio/RR, Fábio Martinez, “o aumento acentuado no preço dos chocolates este ano, que apresentaram uma elevação de 18,9%, motivado pela alta cotação do preço do cacau no mercado internacional, e combinado com a desvalorização do real frente ao dólar, foram os motivos que comprometeram as vendas da Páscoa de 2025”. 

Apesar do mercado de trabalho estar mostrando mais dinamismo, os altos preços tendem a conter o entusiasmo do consumidor. Com isso, a Páscoa de 2025 deve reafirmar um cenário de consumo mais cauteloso, ainda que os apelos emocional e tradicional da data mantenham seu peso no calendário do varejo nacional.

“O percentual de famílias endividadas em Roraima subiu pelo segundo mês seguido, chegado a 89% no mês de março. O número de famílias inadimplentes também aumentou pelo terceiro mês consecutivo, ficado em 32,8%, o maior resultado desde setembro de 2024. Com dívidas e renda comprometida, o consumidor do nosso estado está mais cauteloso com as vendas na Páscoa e preferindo investir no pagamento de dívidas e não fazer novas compras”, finaliza o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac-IFPD/RR, Ademir dos Santos.  

Série de aumento das vendas na Páscoa interrompida

Desde 2021, o varejo vinha registrando uma trajetória consistente de recuperação das vendas de Páscoa, impulsionada pela retomada do consumo após os impactos da pandemia.

A data, que em 2020 marcou patamar de faturamento equiparável a 2007, passou a apresentar avanços reais nos anos seguintes, refletindo a reabertura da economia e a melhora gradual do mercado de trabalho. Essa série histórica de crescimento deve ser interrompida em 2025.

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