fevereiro 19, 2026
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MP recorre de absolvição de PMs acusados de homicídios e milícia durante o “Fim de Semana Sangrento”

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP) recorreu da decisão da Justiça, que havia absolvido quatro policiais militares acusados de tentativa de homicídio e constituição de milícia privada, durante o chamado “Fim de Semana Sangrento”, entre 17 e 19 de julho de 2015.

A sentença foi proferida na última semana pelo juiz de Direito André Luiz Muquy, ocasião em que o MP esteve representado pela dupla de promotores de Justiça Karla Cristina da Silva Reis e Marcos Túlio Pereira Correia Júnior.

As acusações contra os PMs Dorval Junio Carneiro de Matos, Bruno Cezanne Pereira, Germano da Luz Júnior e Janilson Monteiro da Frota envolviam duas tentativas de homicídio: contra Washington Campos de Sena e Tiago Campos de Sena, em 19 de julho de 2015, alvejados por disparos de arma de fogo na calçada de sua residência; e contra Michael da Rocha Rodgers, alvejado em sua casa, em 10 de outubro de 2015.

“Ao final do julgamento, os jurados entenderam por absolver os acusados das tentativas de homicídio e de constituição de milícia. O Ministério Público, porém, embasado nas provas que apresentou — não apenas na denúncia, mas durante toda a instrução processual — não concordou com o posicionamento dos jurados e já interpôs recurso para ver essa sentença modificada. Reforçamos que não se trata de uma acusação sem embasamento, mas sim formada por todo um conjunto probatório. Agora, vamos esperar os próximos julgamentos e júris referentes a essa operação”, afirmou o promotor Marcos Túlio.

Sobre a operação do MP

A Operação Alcateia foi deflagrada para desmantelar um grupo de extermínio formado por policiais militares, apontado como responsável por uma série de assassinatos que vitimaram mais de 30 pessoas em Manaus, durante um final de semana de 2015. Segundo as investigações, os crimes teriam sido cometidos em retaliação à morte do sargento da Polícia Militar Afonso Camacho Dias, assassinado na tarde de 17 de julho de 2015, no bairro Educandos, zona Sul da capital.

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