janeiro 1, 2026
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Dois anos após a tentativa de golpe, governador do Pará classifica 8/1 como “o dia que ainda não terminou”

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Em um artigo publicado no Estadão, o governador Helder Barbalho (MDB) classificou o dia 8 de janeiro de 2023 como “o dia que ainda não terminou”. Nesta quarta-feira, 8, faz dois anos da tentativa de golpe de Estado que ameaçou a democracia no Brasil.

Barbalho destacou que, caso o golpe tivesse prosperado, as consequências para a liberdade no país seriam devastadoras. “Se a tentativa de golpe do 8 de Janeiro tivesse prosperado e uma ditadura tivesse sido implantada no Brasil, você não estaria lendo este texto”, afirmou, ressaltando o impacto de um possível regime ditatorial sobre a liberdade de expressão e o medo generalizado que tomaria conta da sociedade.

No artigo, o governador fez questão de lembrar que o Brasil escapou da barbárie graças à resistência das instituições democráticas. “Foi disso que o Brasil escapou em 8 de janeiro de 2023, quando as instituições da democracia prevaleceram”, afirmou, destacando que, embora o golpe tenha sido contido, a ameaça ainda persiste. “O fato de não termos afundado no abismo não significa que ele não exista ou que não estivemos à beira do precipício”, declarou.

Barbalho também compartilhou sua experiência ao assistir ao filme Ainda Estou Aqui, que retrata os anos de repressão durante a ditadura militar no Brasil, e como ele permite uma reconexão com o período sombrio da história do país. Ele cita a famosa frase de Winston Churchill: “A democracia é o pior sistema político, tirando todos os demais”, reforçando a importância de viver em uma democracia, apesar de suas falhas.

O governador paraense também fez referência ao livro 1968: o Ano que Não Terminou, de Zuenir Ventura, para ilustrar que a luta contra a ditadura e seus efeitos não teve fim com a transição para a democracia. “Não podemos nunca nos esquecer e nunca baixar a guarda”, alertou.

Barbalho destacou que a democracia resistiu, mas que ainda é preciso lidar com os inimigos da liberdade como se o 8 de Janeiro nunca tivesse terminado. Ele enfatizou ainda que a união e a ação contra aqueles que desrespeitam as normas democráticas são essenciais para garantir a continuidade da liberdade no Brasil.

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