InícioRoraimaMP abre procedimento para fiscalizar bloqueio feito por indígenas na BR-174 em...

MP abre procedimento para fiscalizar bloqueio feito por indígenas na BR-174 em protesto ao Marco Temporal

Publicado em

O Ministério Público de Roraima (MPRR), instaurou um procedimento administrativo com o objetivo de fiscalizar e acompanhar as providências para a liberação da rodovia BR-174. A Portaria foi publicada no Diário Eletrônico do MPRR desta terça-feira, 12.

A medida foi tomada em resposta ao bloqueio realizado por lideranças indígenas que protestam contra o Marco Temporal e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/2024.

O bloqueio afeta trechos das rodovias BR-174 e BR-432 e é conduzido de forma intermitente, com liberação do tráfego a cada 30 minutos. Centenas de manifestantes participam do protesto, expressando oposição às recentes mudanças legislativas que impactam os direitos territoriais indígenas.

Direito de ir e vir

O procedimento administrativo instaurado pelo Ministério Público visa assegurar a livre circulação de pessoas e mercadorias na BR-174, conforme previsto no artigo 5º, inciso XV, da Constituição Federal, que garante o direito de locomoção no território nacional.

O promotor de Justiça Felipe Hellu Macedo está à frente do procedimento. A Procuradoria busca monitorar de perto a situação e coordenar com as autoridades competentes ações que minimizem os impactos do bloqueio para a população local e viajantes.

O bloqueio tem causado transtornos significativos aos residentes de Pacaraima e regiões adjacentes. O Ministério Público destaca a importância de equilibrar o direito à manifestação com a garantia dos direitos constitucionais de livre circulação e manutenção da ordem pública.

Saiba mais:

Marco Temporal

O Marco Temporal determina que apenas as terras ocupadas por povos indígenas até 5 de outubro de 1988 são reconhecidas como territórios indígenas. Essa interpretação foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi aprovada pelo Congresso Nacional após a derrubada do veto presidencial. As lideranças indígenas argumentam que a lei ignora expulsões e deslocamentos forçados ocorridos antes dessa data.

A PEC 48/2024, de autoria do senador Hiran Gonçalves, propõe inserir a tese do Marco Temporal na Constituição Federal. Comunidades indígenas consideram a proposta um retrocesso nos direitos sobre seus territórios tradicionais.

spot_img

Últimos Artigos

Fim da ‘taxa das blusinhas’ não elimina cobrança de imposto sobre compras no Amapá

Mesmo após o governo federal extinguir a cobrança de 20% sobre compras internacionais de...

Festival das Escolas do Campo reúne 260 alunos e destaca cultura regional em Boa Vista

A Prefeitura de Boa Vista iniciou nesta quinta-feira, 13, à 8ª edição do Festival das...

Tarifa Social: mais de 600 mil paraenses aptos seguem sem benefício

A alta na conta de luz e a ampliação das regras da Tarifa Social...

STF tenta intimar Mário Frias há mais de um mês em investigação sobre emendas ligadas a filme de Bolsonaro

Há mais de um mês, oficiais de Justiça tentam cumprir uma determinação do ministro...

Mais como este

Fim da ‘taxa das blusinhas’ não elimina cobrança de imposto sobre compras no Amapá

Mesmo após o governo federal extinguir a cobrança de 20% sobre compras internacionais de...

Festival das Escolas do Campo reúne 260 alunos e destaca cultura regional em Boa Vista

A Prefeitura de Boa Vista iniciou nesta quinta-feira, 13, à 8ª edição do Festival das...

Tarifa Social: mais de 600 mil paraenses aptos seguem sem benefício

A alta na conta de luz e a ampliação das regras da Tarifa Social...