fevereiro 19, 2026
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Venezuelana falsifica documentos para simular gravidez e é presa na Maternidade de Roraima

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A Polícia Civil de Roraima (PCRR), através da equipe do 1º Distrito Policial (DP), prendeu em flagrante uma mulher de 24 anos, na última terça-feira, dia 29, por uso de documentos falsos para simular uma gravidez e conseguir internação no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, em Boa Vista.

Segundo o delegado Vinícius Souza, titular do 1º DP, a prisão foi realizada após a direção do hospital identificar sinais de falsificação nos documentos apresentados pela suspeita e acionar a polícia.

Identificada como C.M.J.C.M., a venezuelana de 24 anos deu entrada na maternidade na tarde do dia 28, acompanhada de seu companheiro, alegando estar grávida de nove meses e apresentando documentos com indícios de adulteração. O companheiro, que relatou ter reatado o relacionamento após ela afirmar estar grávida, declarou que não suspeitava de qualquer fraude e acreditava que estavam na maternidade para um parto cesáreo.

Inicialmente, o caso foi encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). No entanto, ao constatar que não havia crimes contra menores, o delegado Matheus Rezende redirecionou a ocorrência ao 1º DP, responsável pela área do hospital.

Durante as diligências, os delegados Vinícius Souza e Jéssica Muniz decidiram conduzir a mulher e outras partes envolvidas, incluindo familiares e profissionais de saúde, até a delegacia para depoimentos.

“Após notarmos indícios de falsificação nos documentos e exames feitos pelo hospital confirmarem que ela não estava grávida, decidimos pela condução da investigada e dos demais envolvidos à delegacia,” explicou o delegado Vinícius.

Em interrogatório, a suspeita confessou ter falsificado os documentos para obter internação. “Ela admitiu o uso de exames de gravidez falsos e imagens de ultrassom retiradas da internet para se passar por gestante,” informou o delegado.

Apesar de não detalhar completamente suas motivações, a investigação trabalha com duas hipóteses: “A primeira é a tentativa de reatar o relacionamento com o ex-companheiro, de quem depende financeiramente. A segunda, analisada com cautela, é uma possível intenção de tomar posse de um bebê de maneira ilícita,” acrescentou.

C.M.J.C.M. foi autuada em flagrante pelo crime de uso de documento falso, previsto no artigo 304 do Código Penal. Dada a gravidade da acusação, não foi arbitrada fiança. A suspeita foi apresentada na manhã desta quarta-feira, dia 30, para a Audiência de Custódia.

Foto: Divulgação/PCRR

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