janeiro 17, 2026
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Deputados federais de Rondônia “torraram” R$ 4,3 milhões do “cotão” em 2023; Veja quem é o mais “gastão”

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Em 2023, os oito deputados federais eleitos por Rondônia pediram, juntos, um total de R$ 4.322.198,41 em reembolso da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), o famoso “cotão”. Embora seja uma verba para apoio ao mandato, os gastos são expressivos e chamam atenção. O levantamento foi realizado pelo O FATO com base nos dados publicados no Portal da Transparência da Câmara Federal.

Quem lidera o ranking é a deputada Silvia Cristina, do PL, reeleita com 65 mil votos em 2022. Ao todo, apenas no ano passado, Cristina pediu reembolso total de R$ 600.230,61. Destes, o maior pedido ocorreu no mês de março, quando o montante foi de R$ 81.081,65. O maior investimento para impulsionar às ações do mandato foram justamente com “divulgação da atividade parlamentar”, com um total de R$ 338.973,01.

O segundo lugar na lista dos parlamentares que mais pediram reembolso é o deputado Fernando Máximo, pré-candidato à prefeitura de Porto Velho no pleito deste ano. Somados os meses, Máximo gastou e pediu reembolso de R$ 583.250,80. Destes, R$ 273.109,75 foram com publicidade.

Na sequência, surge Lúcio Mosquini, do MDB, com pedido de reembolso de R$ 571.556,55. Os maiores gastos do parlamentar foram no mês de dezembro, quando representaram R$ 99.936,31. Ao longo do ano, o deputado veterano pediu reembolso por gasto com manutenção de escritório, telefonia, locação de veículos, passagens aéreas, combustíveis e lubrificantes e alimentação.

Já a deputada Cristiane Lopes, do União Brasil, ocupa a quarta colocação com R$ 554.427,27 de custo anual com despesas ressarcidas. Conforme o levantamento, o maior gasto foi no mês de agosto, com R$ 71.527,01 em reembolso.

Coronel Chrisóstomo (PL) chega no quinto lugar do ranking com pedido de ressarcimento de R$ 534.811,07. Reeleito com  24.406 votos, o parlamentar registrou o maior pedido de reembolso no mês de agosto, quando pediu R$ 53.369,00.

O deputado federal Lebrão, do União Brasil, justificou gastos e pediu reembolso total de R$ 552.482,95 em 2023. No caso do parlamentar, os maiores gastos foram registrados no mês de dezembro, quando justificou e foi reembolsado em R$ 114.332,74.

Thiago Flores, do MDB, descreveu gastos de R$ 463.701,86 ao longo do ano, sendo os maiores custos no mês de outubro, com R$ 64.951,10. Flores, delegado de carreira da Polícia Civil de Rondônia, foi eleito com 23.791 votos em 2022 para o primeiro mandato em cargo eletivo.

O deputado federal mais “econômico” de Rondônia na atual legislatura no ano passado foi Maurício Carvalho, do União Brasil, com despesas total de R$ 461.737,30. O maior custo com o cotão foi no mês de novembro, quando pediu reembolso de R$ 78.629,21. Carvalho foi eleito também para o primeiro mandato com 32.637 votos.

A verba 

O valor mensal do benefício deve ser utilizado pelo deputado para custear despesas típicas do exercício do mandato parlamentar, como aluguel de escritório de apoio ao mandato no estado, passagens aéreas, alimentação, aluguel de carro, combustível, entre outras. O saldo mensal não utilizado em um mês acumula-se ao longo do exercício financeiro, vedada a acumulação de um exercício financeiro para o seguinte.

 

Foto: Divulgação 

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