InícioAmazonasApós contratar perícia privada, PMM apresenta laudo e fala que vídeo de...

Após contratar perícia privada, PMM apresenta laudo e fala que vídeo de homem recebendo dinheiro na SEMCOM é “farsa”

Publicado em

O titular da de Comunicação de David Almeida, Israel Conte, foi à Câmara Municipal de Manaus após pressão de vereadores e apresentou nesta quarta-feira, 20, um laudo pericial de uma empresa privada que, segundo ele, comprova a farsa do vídeo que circulou na internet com denúncia contra a Secretaria de Comunicação (Semcom).

Ainda conforme o comunicado da prefeitura à imprensa, o mesmo documento foi entregue pelo secretário à Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (Deccor), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM); e ao Ministério Público Estadual (MPE-AM), para que o laudo auxilie nas investigações e punição dos autores da prática criminosa.

“Desde o início sabíamos se tratar de um vídeo falso, de uma fake news. Para provar a manipulação, recorremos a uma análise técnica e independente. E conforme o laudo, o vídeo expõe grosseiras manipulações, determinadas em recortes e em lacunas nas imagens”, destacou Israel aos vereadores.

Durante a sessão, o vereador Rodrigo Guedes, que faz oposição ao prefeito, classificou como suspeita a ação da Prefeitura, visto que o correto, segundo ele, seria recorrer primeiramente à polícia, para, assim, ter um laudo oficial.

“Quando o prefeito foi alvo de ‘fake news’ ele, no mesmo dia, foi até a Polícia Federal para prestar queixa sobre o assunto. E agora a Prefeitura vai até uma empresa privada para fazer uma perícia antes mesmo de ir até a polícia. Esse laudo não passa credibilidade, trabalho que poderia ser feito pela polícia e, assim, saberíamos que é inteiramente verídico”, considerou Guedes.

O laudo

Segundo a Semcom, em 15 páginas, a Smart, maior empresa do País em perícias judiciais e extrajudiciais, atesta, minuciosamente, que o vídeo é “grosseiramente manipulado”, com o intuito criminoso de parecer que uma sacola com valor em espécie é entregue na sede da Semcom a um prestador de serviço.

O laudo que destrincha o caso é assinado pelo perito Erlan Souza, que afirma categoricamente: “há de se mencionar que o vídeo periciado apresenta um claro trabalho de manipulação, com edições em pontos muito específicos, quebras de sequência de imagem e som, interrupções nos planos… fato verificado a partir da curvatura das ondas sonoras”.

E conclui: “o vídeo está longe de constituir um plano-sequência, descaracterizando-o como evidência de imagem e som de qualquer tipo, não havendo nenhum momento do sequencial de imagens a entrega da referida sacola pela atendente ao autor do vídeo, não havendo veracidade técnica e legal no mesmo ao longo dos seus 2 minutos e 23 segundos de duração”.

Foto: Divulgação 

spot_img

Últimos Artigos

Candidato ao Governo vê “algo muito podre” em leilão de R$ 8,47 bilhões da Caerd às vésperas da eleição em RO

O ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao Governo de Rondônia, Hildon Chaves (Federação...

Justiça Eleitoral barra “paredão de som” em propaganda de Renilce Nicodemos em Belém

A Justiça Eleitoral reconheceu irregularidade em propaganda relacionada à candidata a deputada federal Renilce...

Justiça condena mulher a mais de 4 anos por tortura e morte de 32 animais no Pará

Uma mulher foi condenada pela Justiça Federal no Pará a quatro anos e cinco...

Minha Casa, Minha Vida: prazo para concorrer a 240 apartamentos termina dia 11 em Roraima

Mais de 1,9 mil pessoas cadastradas no Censo Habitacional de 2025 ainda precisam comparecer...

Mais como este

Candidato ao Governo vê “algo muito podre” em leilão de R$ 8,47 bilhões da Caerd às vésperas da eleição em RO

O ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao Governo de Rondônia, Hildon Chaves (Federação...

Justiça Eleitoral barra “paredão de som” em propaganda de Renilce Nicodemos em Belém

A Justiça Eleitoral reconheceu irregularidade em propaganda relacionada à candidata a deputada federal Renilce...

Justiça condena mulher a mais de 4 anos por tortura e morte de 32 animais no Pará

Uma mulher foi condenada pela Justiça Federal no Pará a quatro anos e cinco...