Uma mulher investigada por estelionato foi presa preventivamente nesta terça-feira (13), em Belém, suspeita de obter R$ 15 mil de uma vítima após estabelecer contato por meio de uma página comercial nas redes sociais. A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Pará, por meio da Seccional Urbana de São Brás, em cumprimento a uma decisão judicial.
De acordo com as investigações, a suspeita conheceu a vítima durante uma negociação envolvendo a venda de uma bolsa. Após o primeiro contato, teria conquistado sua confiança e, em agosto deste ano, solicitado um empréstimo de R$ 10 mil, alegando que precisava pagar despesas para liberar mercadorias supostamente retidas pela Receita Federal.
A partir dessa justificativa, a mulher teria apresentado novas solicitações de dinheiro, acompanhadas de promessas de devolução em curto prazo. Entre os dias 31 de agosto e 1º de setembro, a vítima realizou transferências via PIX que totalizaram R$ 15 mil.
Apesar das promessas, apenas R$ 5 mil foram devolvidos, deixando um prejuízo de R$ 10 mil.
Suspeita teria apresentado sucessivas desculpas para não devolver dinheiro
Segundo o delegado Rubens Mattoso, diretor da Seccional Urbana de São Brás, a investigada passou a apresentar diferentes justificativas para o não pagamento da dívida, incluindo supostos problemas bancários e dificuldades pessoais.
A vítima relatou à polícia que o dinheiro transferido representava uma parcela significativa de seus recursos financeiros, necessários para despesas pessoais, pagamento de cartão de crédito e plano de saúde.
Para sustentar a denúncia, foram apresentados comprovantes de transferências bancárias, mensagens, gravações de áudio e registros das conversas mantidas com a suspeita.
Justiça identificou indícios de outros golpes semelhantes
Ao analisar o pedido de prisão preventiva, a Justiça considerou que os documentos e depoimentos reunidos pela Polícia Civil apresentavam elementos suficientes para justificar a medida.
Outro fator levado em consideração foi a existência de investigações anteriores envolvendo a mesma mulher por suspeitas de crimes semelhantes.
Conforme a Polícia Civil, os procedimentos apontam a possível utilização de estratégias parecidas para obter dinheiro de outras pessoas.
“Também foi considerado que a mulher era investigada em outros procedimentos por delitos semelhantes, inclusive do mesmo modus operandi, fator que indicaria risco concreto de reiteração delitiva”, explicou o delegado.
A decisão judicial também destacou indícios de que a suspeita teria agido de maneira planejada, utilizando justificativas específicas e promessas de pagamento para conquistar a confiança da vítima e conseguir as transferências.
Prisão ocorreu na residência da investigada
Com a expedição do mandado de prisão preventiva, policiais civis localizaram a mulher em sua residência, onde efetuaram a prisão.
Ela foi conduzida à delegacia para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça.
A prisão tem caráter cautelar e foi fundamentada, entre outros elementos, no risco de repetição de condutas semelhantes. A investigada ainda não foi condenada pelos fatos apurados neste caso.

