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Gaeco bate à porta do prefeito de Marabá e faz buscas em órgãos municipais por suspeitas em contratos públicos

Operação do MPPA apura possíveis irregularidades em licitações e adesões a atas de registro de preços; documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), realizou uma operação de busca e apreensão nesta sexta-feira (2), em Marabá, no sudeste paraense. Entre os locais onde ocorreram diligências está a residência do prefeito Toni Cunha.

As equipes também estiveram em prédios ligados à administração municipal, incluindo a Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas (Sevop) e o Serviço de Saneamento Ambiental de Marabá (SSAM).

Durante as buscas, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que deverão subsidiar o andamento das investigações.

Contratos e licitações são investigados

A apuração envolve suspeitas de irregularidades em contratos públicos, procedimentos licitatórios e adesões a atas de registro de preços.

Entre os serviços mencionados na investigação estão contratos relacionados à iluminação pública e à locação de caminhões utilizados para coleta e transporte de resíduos.

Um dos contratos celebrados pelo SSAM em 2026 prevê a locação de caminhões compactadores, acompanhados de motoristas, para a realização da coleta de resíduos sólidos. O valor é de aproximadamente R$ 9,2 milhões.

Até o momento, entretanto, o MPPA não informou se esse contrato específico integra os alvos da investigação. Por isso, não é possível relacioná-lo diretamente às suspeitas investigadas.

Investigação tramita sob sigilo

O Ministério Público confirmou a realização das diligências, mas não apresentou detalhes sobre o conteúdo da investigação devido ao sigilo judicial do procedimento.

Também não foram divulgados oficialmente o número de mandados cumpridos, os valores eventualmente investigados ou a identificação das pessoas que figuram formalmente como investigadas.

As buscas na residência do prefeito e em dependências da administração municipal, portanto, não significam, por si só, que Toni Cunha ou servidores dos órgãos onde ocorreram as diligências tenham sido formalmente responsabilizados pelas irregularidades sob apuração.

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