O empresário Silvano Gersztel, antigo sócio e ex-executivo da Reag Investimentos, figura em documentos societários do resort Tayayá, localizado no Paraná, como representante de um fundo que realizou transações com parentes do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
Gersztel é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de lavagem de capitais para empresários do setor de combustíveis associados à facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele ocupou posições de liderança na Reag Investimentos por nove anos, sendo considerado o segundo em comando na gestão fundada por João Carlos Mansur.
A empresa já administrou um patrimônio superior a R$ 340 bilhões. No início de janeiro, em meio a uma reestruturação corporativa após a aquisição pela Planner, o executivo renunciou aos cargos de diretor-presidente e diretor financeiro de uma administradora de fundos do grupo.
Tanto Gersztel quanto Mansur foram investigados pela Polícia Federal e deixaram a companhia durante o andamento das apurações. A Reag Investimentos, o ministro Dias Toffoli e seus irmãos, José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli, optaram por não comentar o caso.
A divulgação de que Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, realizou aportes por meio de um fundo de investimentos no resort de propriedade dos irmãos de Toffoli tem gerado reações no Congresso Nacional. Um grupo de deputados e senadores defende a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a fundo as transações.
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