O preço do aluguel residencial registrou alta de 9,44% no Brasil em 2025, mais que o dobro da inflação oficial de 4,26%, segundo o Índice FipeZAP. O movimento afetou diretamente Belém, que encerrou o ano com aumento de 17,62% nos novos contratos e passou a ter o metro quadrado mais caro entre as capitais monitoradas pelo indicador.
O valor médio praticado na capital paraense alcançou R$ 63,69 por metro quadrado em dezembro. Na prática, alugar um apartamento de 50 metros quadrados pode custar cerca de R$ 3.184 ao mês, acima da média nacional calculada para as 36 cidades pesquisadas, que ficou em R$ 50,98 por metro quadrado.
No ranking geral de municípios analisados, Belém aparece como a segunda cidade mais cara do país para locação residencial, atrás apenas de Barueri, em São Paulo, onde o metro quadrado custa R$ 70,35. Entre as capitais monitoradas, Belém supera São Paulo (R$ 62,56) e Recife (R$ 60,89).
Segundo o levantamento, apenas dois dos 36 municípios pesquisados tiveram queda de preços em 2025: Campo Grande, com recuo de 4,36%, e São José, com redução de 3,10%. No lado oposto, as maiores altas entre capitais foram em Teresina (21,81%), Belém (17,62%), Aracaju (16,73%) e Vitória (15,46%).
Economistas apontam que o avanço acima da inflação está relacionado à recuperação do mercado de trabalho e à recomposição dos valores após a pandemia. A avaliação é de que o ritmo de reajuste deve continuar no primeiro semestre de 2026, mas de forma mais moderada.
O aluguel residencial no Brasil teve aumento real de 4,97% no ano, quando descontada a inflação. O indicador considera apenas novos contratos anunciados online e reflete o comportamento recente da locação urbana no país.
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