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TO: PF investiga se ex-secretário avisou governador sobre operação antes de afastamento determinado pelo STJ

Investigação analisa imagens que mostram a visita do ex-secretário à casa do governador minutos antes da operação em setembro

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A Polícia Federal apura se o ex-secretário de Parcerias e Investimentos do Tocantins avisou o governador Wanderlei Barbosa sobre uma operação deflagrada em setembro de 2025. A suspeita é que o alerta tenha ocorrido pouco antes do afastamento do chefe do Executivo, determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo documentos em análise, o ex-secretário teria ido à casa do governador nas primeiras horas da manhã, no mesmo dia em que a PF cumpria mandados autorizados pelo STJ. A corporação tenta esclarecer se, durante essa visita, ele comunicou detalhes da operação e se houve acesso indevido a informações sigilosas.

A movimentação registrada no local, incluindo a saída rápida de Barbosa logo após o encontro, levou os investigadores a considerar a possibilidade de vazamento. Esse comportamento passou a ser tratado como elemento relevante para reconstruir a cronologia dos fatos.

O afastamento de Wanderlei Barbosa foi decretado pelo STJ como medida cautelar dentro de um inquérito que apura suspeitas de irregularidades em áreas estratégicas do governo estadual. O objetivo da ordem foi impedir eventual interferência política na condução das diligências e garantir a continuidade das investigações.

A PF busca entender se o eventual aviso prévio poderia ter alterado comportamentos, influenciado decisões internas ou comprometido etapas da operação. Não há, até o momento, confirmação oficial de que o governador tinha conhecimento antecipado da ação.

PF analisa possíveis quebras de sigilo

A investigação também examina quem teve acesso às decisões judiciais e como as informações circularam nos bastidores do governo. Qualquer indício de vazamento configura violação de sigilo e pode resultar em responsabilizações administrativas e criminais.

A Polícia Federal ainda não concluiu se houve dolo, descuido ou simples coincidência nos horários registrados. Todas as versões serão confrontadas com depoimentos e evidências coletadas na operação.

Veja também:

Deputado protocola pedido de impeachment contra governador afastado do Tocantins

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