fevereiro 13, 2026
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Justiça bloqueia R$ 2 bilhões em bens após operação do MP que investiga grilagem de terras em Rondônia

Bloqueio recorde foi determinado a pedido do MPRO após a Operação Godos, que desarticulou grupo acusado de crimes fundiários, ambientais e lavagem de dinheiro

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A Justiça de Rondônia determinou o bloqueio de R$ 2,05 bilhões em bens, direitos e valores de investigados na Operação Godos, deflagrada nesta quarta-feira (12) pelo Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO). A decisão, expedida pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho, atinge integrantes de uma organização criminosa acusada de atuar com violência em disputas fundiárias, desmatamento ilegal e lavagem de dinheiro em larga escala.

Segundo o MPRO, o bloqueio é resultado de uma investigação iniciada em setembro de 2022, que revelou um esquema responsável por danos materiais, ambientais e climáticos avaliados em mais de R$ 2 bilhões. A ação, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo de Análises Técnicas (NAT), contou com a participação de mais de 500 agentes públicos entre promotores de Justiça, policiais e peritos.

Os mandados judiciais, sendo 50 de prisão temporária e outros 120 de busca e apreensão, foram cumpridos em Rondônia, Mato Grosso, Amazonas e Pará. Além do MPRO, participaram da operação a Polícia Militar, Polícia Civil, Politec, Corpo de Bombeiros, FTICCO, Sesdec, Sedam, DER, e forças de segurança de outros estados da região Norte.

De acordo com o Ministério Público, a investigação apontou que o grupo atuava principalmente na zona rural de Porto Velho, na região de Nova Mutum Paraná, onde praticava extorsões e invasões violentas de terras. O modus operandi envolvia o uso de armas de fogo, inclusive de uso restrito, para coagir vítimas a transferirem propriedades rurais sob falsas cessões de posse. As vítimas que resistiam sofriam ameaças, agressões físicas, destruição de maquinários e furtos de bens.

Ainda conforme o MP, um dos pilares da atuação do grupo era a exploração de recursos naturais e a revenda de áreas obtidas criminosamente, seguida de lavagem de dinheiro. O produto dos crimes era convertido em ativos financeiros e bens “por meio de uma complexa rede de operações, com emprego de contas de passagem e conversão em ativos lícitos”. Para isso, eram utilizados “laranjas, empresas de fachada e transações imobiliárias ilícitas”.

O dano ambiental provocado pela organização é estimado em 25 mil hectares de área desmatada ilegalmente, o equivalente a cerca de 35 mil campos de futebol. Um levantamento das movimentações bancárias, autorizado pela Justiça, revelou R$ 110 milhões em créditos entre 2020 e 2025.

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