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Governador do Tocantins é afastado do cargo durante investigação da PF sobre desvios na pandemia

Também são alvos da Operação Fames-19 o presidente da Assembleia Legislativa (ALETO), Amélio Cayres, e outros deputados

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Além do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), afastado do cargo por 180 dias por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a segunda fase da Operação Fames-19 atingiu também o presidente da Assembleia Legislativa (ALETO), deputado Amélio Cayres, e outros parlamentares estaduais.

A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (3), mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo gabinetes no Legislativo, residências e o Palácio Araguaia, sede do governo estadual, em Palmas.

Posicionamento do governador

Em nota oficial, Wanderlei Barbosa disse respeitar as instituições, mas classificou como “precipitada” a decisão do STJ, alegando que as investigações ainda estão em andamento e não apontam responsabilidade sua. Ele afirmou que os pagamentos investigados ocorreram entre 2020 e 2021, na gestão anterior, quando exercia o cargo de vice-governador e “não era ordenador de despesa”.

Barbosa informou que determinou à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e à Controladoria-Geral do Estado (CGE) a abertura de auditoria sobre os contratos citados, cujas informações foram encaminhadas às autoridades competentes. Disse ainda que acionará medidas jurídicas para reassumir o cargo e “enfrentar essa injustiça”, garantindo a estabilidade administrativa e a continuidade dos serviços à população.

A reportagem procurou a ALETO para comentar as investigações envolvendo o presidente Amélio Cayres, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Investigações

De acordo com a PF, as investigações — que tramitam sob sigilo no STJ — apuram um esquema de desvio de recursos públicos destinados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19. Os contratos, firmados entre 2020 e 2021, envolveriam o fornecimento de cestas básicas e frangos congelados pagos com verbas públicas e emendas parlamentares.

Segundo a corporação, foram empenhados mais de R$ 97 milhões nesses contratos, com prejuízo estimado superior a R$ 73 milhões. Parte do dinheiro teria sido desviada para a construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais.

A segunda fase da Fames-19 mobilizou mais de 200 policiais federais e cumpriu 51 mandados no Tocantins, Distrito Federal, Paraíba e Maranhão.

Saiba mais:

PF deflagra segunda fase da Operação Fames-19 contra desvios de recursos da pandemia

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